Chicago começa a avaliar perdas da soja no Brasil e se anima com twitter de Trump sobre avanço nas negociações com a China

Publicado em 02/01/2019 17:05 e atualizado em 02/01/2019 17:35
Chicago ainda pode subir com safra incerta no Brasil e prêmios subestimados refletem um eventual acordo entre China e EUA, o que ainda não se concretizou
Flávio França Jr. - Chefe do Setor de Grãos da Datagro Consultoria

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Entrevista com Flávio França Jr. sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Nesta quarta-feira (02), o mercado da soja teve movimentação e encerramento positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), com alta de 1,5% nos principais vencimentos. O contrato março/19 encerrou acima dos US$9/bushel, patamar que havia sido perdido nas sessões anteriores.

Flávio França Jr., chefe do setor de grãos da Datagro Consultoria, visualiza este como um começo de leitura do mercado, que assimila os problemas na safra do Brasil. Também há algumas mensagens de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, destacando um possível avanço em conversa com os chineses, o que é promissor, mas que não possui nenhum anúncio oficial.

A safra brasileira tem problemas e os números estimados começam a ser reduzidos. O potencial que havia há 40 dias já não é mais o mesmo, como avalia França Jr. Em dezembro, a estimativa da Datagro recuou de 124,7 milhões de toneladas para 122,9 milhões de toneladas e a perspectiva é de que, no próximo levantamento, haja uma nova redução, embora ainda não seja possível dizer para quanto.

Há boas previsões de chuva que devem atingir todo o centro-sul, mas os reais efeitos da estiagem serão avaliados posteriormente. O estado mais atingido por esse problema é o Paraná. O analista ainda demonstra preocupação com a região do Matopiba, onde as chuvas têm sido irregulares.

Tendo isso, os prêmios para a venda da soja estão baixos. O avanço da colheita está forte e isso nunca é bom para o mercado interno, por conta da pressão natural da entrada física de uma nova safra.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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