Bolsas americanas sinalizam desaceleração da economia nos EUA com guerra comercial e soja sobe em Chicago. Entenda a relação

Publicado em 03/01/2019 17:06
Quanto pior as expectativas em relação ao desempenho da economia americana, mais próximo fica o acordo comercial entre China e EUA. Mesmo que não seja o acordo sonhado pelos EUA, o acerto entre os dois países pode beneficiar a soja
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest

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Entrevista com Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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A quinta-feira (03) foi mais um dia positivo para as negociações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). Os ganhos não foram tão significativos, mas o mercado, ainda assim, continuou sua escalada de alta. O vencimento março/19 se consolida acima dos US$9/bushel.

Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, ressalta que há uma avaliação de que o acordo entre Estados Unidos e China está mais próximo. Há uma ansiedade por parte dos norte-americanos para que esse acordo aconteça.

As bolsas norte-americanas já mostram reflexos da guerra comercial. A Apple reduziu sua previsão de crescimento, algo que não acontecia em duas décadas. Isso força o governo dos Estados Unidos a "tirar o pé" do grande acordo que era desejado.

Existem, ainda, possibilidades de compras efetivas da China estarem ocorrendo naquele país, de forma que é preciso observar a variação dos prêmios para saber se esses negócios estão ocorrendo ou não.

Por sua vez, a produção na América do Sul deve ser menor do que 2016/17 nesta temporada. Os preços também não são iguais aos do ano passado, já que o câmbio tira o valor da soja, de forma que os produtores devem trabalhar com cautela em suas negociações.

Fonte: Notícias Agrícolas

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