Com produtividade em 50 sacas, colheita da soja em TO está paralisada desde sábado devido às chuvas

Publicado em 27/03/2019 14:39
Estado já colheu entre 80 e 85% do total de área e atraso deve estender os trabalhos até o final de abril. Safrinha de milho já está toda plantada e estado salta de 130 mil hectares para 230 mil neste ano.
Dari Fronza - Vice-Presidente da Aprosoja TO

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Entrevista com Dari Fronza - Vice-Presidente da Aprosoja TO sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

 

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A colheita da soja em Tocantins já avançou para 80/85% do total cultivado e a expectativa é que os trabalhos se encerrem apenas na virada do mês de abril para maio. Isso porque as chuvas dos últimos dias estão impossibilitando que os produtores entrem no campo para colher, interrompendo as ações desde o último sábado (23).

Apesar dessa dificuldade, os níveis de produtividade estão na casa das 50 sacas por hectare, dentro das médias históricas para o estado, segundo informa Darí Fronza, vice-presidente da Aprosoja Tocantins.

Já o milho safrinha, que neste ano teve um incremento de 100 mil hectares, passando de 130 mil para 230 mil, têm boas perspectivas de produtividade. As chuvas intensas começam a causar transtornos, com muita água acumulada no solo e plantações amarelando, mas os produtores esperam que a situação climática se normalize e a lavoura se desenvolve bem até a colheita entre junho e julho.

Outra preocupação para o produtor é com relação aos mercados de venda dos grãos. A soja tem preço na casa dos R$ 65,00 que, segundo Fronza, deixam as margens muito apertadas para os agricultores. Já o milho, possui valores melhores, próximos à R$ 25,50, mas tendem a cair conforme estados como Mato Grosso e Goiás começarem a colher suas produções.

Darí Fronza também destaca as dificuldades enfrentadas com relação as estradas tocantinenses, que estão mal conservadas e dificultam o trafego de caminhões para a compra dos insumos e escoamento da produção, encarecendo ainda mais o custo de produção estadual.

Confira a entrevista completa no vídeo.

 

 

 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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