Relatório do USDA traz números positivos para a soja a médio e longo prazos, ao indicar queda na produção sem perdas na demanda

Publicado em 10/05/2019 17:43
Com EUA fora , Brasil deve se beneficiar com venda de soja para a China e prêmios tendem a subir
Carlos Cogo - Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio

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Relatório do USDA traz números positivos para a soja a médio e longo prazos, ao indicar queda na produção sem perdas na demanda

 

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Brasil pode superar EUA na produção de soja em 2019/20, prevê USDA

(Reuters) - O Brasil poderá colher uma safra recorde de 123 milhões de toneladas de soja na temporada 2019/20, que será plantada a partir de setembro, e superar os Estados Unidos na produção da oleaginosa no mesmo período, previu nesta sexta-feira o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

Em suas primeiras estimativas para a temporada 2019/20, o USDA estimou a safra dos EUA em 112,95 milhões de toneladas, queda de 8,7 por cento ante o recorde de 123,66 milhões de toneladas visto em 2018/19, por conta de uma área plantada menor e também produtividades esperadas mais baixas.

A projeção foi feita enquanto os EUA estão lidando com estoques elevados de grãos, em meio a uma disputa comercial com a China que reduziu os embarques norte-americanos, especialmente de soja. Diante de grandes safras globais, os preços da soja na bolsa de Chicago atingiram mínimas em mais de uma década. Os EUA estão iniciando o plantio da safra 2019/20.

Na safra 2018/19, o Brasil poderia ter colhido mais de 120 milhões de toneladas e rivalizado com os EUA, mesmo com uma grande produção norte-americana, mas uma seca em importantes produtores, como o Paraná, reduziu a colheita brasileira para 117 milhões de toneladas, segundo o USDA.

Para o USDA, a produção do Brasil em 2019/20 deverá crescer com um plantio maior e também uma recuperação das produtividades, após a seca de 2018/19. O país sofreu com falta de chuva e altas temperaturas em dezembro e janeiro. A perda só não foi maior porque o tempo melhorou a partir de fevereiro, segundo analistas.

A maior colheita de soja já vista pelo Brasil foi na temporada 2017/18, com 122 milhões de toneladas, quando os brasileiros superaram os norte-americanos na produção da oleaginosa, segundo o USDA.

O Brasil, maior exportador de soja do mundo, já à frente dos EUA, exportaria 75 milhões de toneladas em 19/20, enquanto os norte-americanos, 53 milhões.

Em 18/19, as exportações brasileiras foram estimadas pelo USDA em 78,5 milhões de toneladas, versus 48,3 milhões dos EUA.

MILHO

O USDA ainda estimou a colheita de milho do Brasil em um recorde de 101 milhões de toneladas, 1 milhão acima da estimativa para a atual temporada (2018/19), que está se desenvolvendo muito bem, com boas chuvas recentes.

Em 18/19, o USDA prevê exportações de 32 milhões de toneladas de milho pelo Brasil e, em 19/20, os embarques somariam 34 milhões de toneladas.

USDA prevê oferta de milho e soja dos EUA acima das estimativas do mercado

CHICAGO (Reuters) - A oferta de milho e soja dos Estados Unidos permanecerá acima das estimativas do mercado na temporada 2019/20, afirmou nesta sexta-feira o Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês).

Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o órgão estimou os estoques finais de soja em 2019/20 em 970 milhões de bushels e os de milho em 2,485 bilhões de bushels. O relatório de maio foi o primeiro a apresentar uma perspectiva para a safra 2019/20, que começa em 1º de setembro.

Analistas esperavam estoques finais de 910 milhões de bushels para a soja e 2,131 bilhões de bushels para o milho na próxima temporada, de acordo com a média de estimativas compiladas por uma pesquisa da Reuters.

O governo também aumentou sua previsão para os estoques de soja em 2018/19, para um recorde de 995 milhões de bushels. Há um mês, o USDA estimara os estoques finais da oleaginosa no atual ano-comercial em 895 milhões de bushels.

Os estoques finais de milho para 2018/19 foram estimados em 2,095 bilhões de bushels, também acima da projeção de abril, de 2,035 bilhões de bushels.

Para 2018/19, analistas projetavam estoques finais de 920 milhões de bushels para a soja e de 2,055 bilhões de bushels para o milho.

(Reportagem de Mark Weinraub)

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