Soja amplia ganhos em Chicago após USDA apontar melhor semana de vendas da temporada
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Os preços futuros da soja ampliaram os ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da manhã desta quinta-feira (22), após a divulgação de um forte desempenho das exportações americanas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos já haviam iniciado o pregão em alta, mas ganharam força depois que o relatório semanal mostrou vendas de 2,84 milhões de toneladas da safra 2026/27, com participação expressiva da China.
Por volta das 11h35 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,5000 por bushel, com valorização de 4,75 cents. O janeiro/27 avançava 5,50 cents, cotado a US$ 12,6375, enquanto o março/27 registrava alta de 6 cents, valendo US$ 12,7225. O maio/27 subia 5,50 cents, para US$ 12,8000, e o julho/27 ganhava 6,25 cents, negociado a US$ 12,8700 por bushel.
O movimento representa uma aceleração em relação à abertura da manhã, quando o novembro/26 apresentava alta de 2,25 cents, cotado a US$ 12,4750. A recuperação ocorre após três sessões consecutivas de perdas em Chicago, período marcado pela pressão da colheita americana e pelas perspectivas de ampla disponibilidade do grão.
Segundo os números divulgados pelo USDA nesta quinta-feira, as vendas líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, registrando o melhor desempenho semanal da atual temporada. A China respondeu por 2.178.600 toneladas, aproximadamente 77% do total. Desse volume destinado ao país asiático, 390 mil toneladas correspondem a transferências de negócios anteriormente registrados para destinos não identificados, não representando integralmente novas contratações.
As exportações efetivamente realizadas também apresentaram desempenho positivo, alcançando 2.016.800 toneladas, volume 75% superior ao da semana anterior. Os números reforçam a importância da demanda chinesa para o escoamento da produção americana, embora o ritmo dos embarques e a concorrência com outras origens continuem entre os fatores acompanhados pelos operadores.
Apesar da reação dos preços, a colheita americana permanece como um importante contraponto. Segundo o USDA, 64% da área cultivada com soja nos Estados Unidos estava colhida até o último domingo (18), contra 46% na semana anterior. As condições predominantemente secas previstas para o Meio-Oeste favorecem o avanço dos trabalhos e a chegada de novos volumes ao mercado.
No Brasil, as atenções também se voltam para o plantio da safra 2026/27. Levantamento da Conab mostrou que a semeadura havia alcançado 30,1% da área estimada até a semana encerrada em 16 de outubro. As previsões meteorológicas apontam melhora das condições de umidade no Centro-Oeste nos próximos dias, enquanto chuvas mais intensas no Sul podem interferir no ritmo das operações de campo.
A evolução da demanda chinesa e das condições de produção na América do Sul seguirá no radar dos investidores, em um mercado que busca equilibrar os sinais positivos do comércio internacional com a pressão sazonal da oferta americana.
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