Soja em Chicago pode cair um pouco mais quando China voltar às compras e priorizar Brasil em função da competitividade

Publicado em 04/02/2020 18:02
Desaceleração da economia chinesa pode ser real para alguns setores como de energia, serviços e indústrias, mas não haverá crise para alimentação
Fernando Pimentel - Agrosecurity Consultoria

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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Fernando Pimentel - Agrosecurity Consultoria

 

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Na Bolsa de Chicago, esta terça-feira (04) foi de recuperação técnica, com os futuros da soja tendo pequenas altas de 1,75 a 2,50 pontos nos principais contratos. Assim, o março encerrou o dia cotado a US$ 8,79 e o maio a US$ 8,93 por bushel. 

>> Soja fecha com leves altas em Chicago e preços no BR distantes do alvo dos vendedores

Os negócios no Brasil também não fluem em ritmo regular. No entanto Vanin acredita que o mercado brasileiro têm potencial para se recuperar, na medida em que a situação for se reestabelecendo e a China for encontrando soluções para o vírus que já matou mais de 400 pessoas e infectou mais de 20 mil.

Segundo apurou o Notícias Agrícolas, a China comprou sete navios de soja na semana passada, período do feriado de Ano Novo Lunar, e segue buscando mais produto para embarques entre março e abril - mas os compradores chineses encontram dificuldade em conseguir novas ofertas. O line up cobre apenas navios nos portos já nomeados, que já somam 6,33 milhões de toneladas e com potencial para alcançar 8 milhões. 

A imagem abaixo data de 30 de janeiro e mostra, nas setas verdes, navios de soja saindo do Brasil com direção à China. O fluxo é tímido se comparado a outros meses, justamente em função dessa menor disponibilidade de produto no mercado brasileiro. 

>> Soja: "China está comprando menos agora para comprar mais depois", diz analista

 

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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