Demanda chinesa por soja brasileira segue forte e já em março deve superar 6 mi/t, volume parecido ao do ano passado, diz Anec

Publicado em 27/02/2020 12:58
Embarques menores em Janeiro e Fevereiro estão mais relacionados à menor disponibilidade de soja no Brasil do que pela redução de demanda chinesa por coronavírus
Sérgio Mendes - Diretor Executivo da ANEC

Podcast

Entrevista com Sérgio Mendes - Diretor Executivo da ANEC sobre as Exportações para China, avanço ou recuo

 

Download

Mesmo com os problemas gerados pelo novo coronavírus, o ritmo das importações da China continua fluindo com estabilidade. É o que afirma Sérgio Mendes, Diretor Executivo da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais). 

A demanda por grãos brasileiros, em mais específico a soja, Mendes explica que houve uma diminuição nas exportações em janeiro. Porém, esse diminuição teria ocorrido devido ao atraso da safra no Brasil. "Em comparação com 2019, houve diminuição de 60% na comercialização da soja em 2020. Já em fevereiro, essa comparação com 2019 diminiuiu para 14% e para março, a diferença deve cair para 4%.

A diminuição da diferença com as exportações de 2019, que foi um ano excepcional para as commodities brasileiras, demonstra que o cornavírus ainda não impacta na demanda chinesa por alimentos. Dessa forma, não há confirmação sobre um possível pedido de atraso nos embarques por parte da China.

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Colheita de soja gaúcha avança para 85% da área cultivada com tempo seco, diz Emater
Preços da soja acumulam até R$ 5/sc de queda no Brasil com baixas fortes em Chicago e dólar fraco
Exportação de soja brasileira quebra recorde de 5 anos em abril, diz Secex
Soja intensifica baixas em Chicago com pressão do óleo e julho já perde os US$ 11,90
Soja ainda recua em Chicago nesta 5ª feira, acompanhando derivados e petróleo
Famato: El Niño poderá influenciar projeção da safra 2026/27 de soja em Mato Grosso