IDR-Paraná avalia safra 20/21 de soja como de baixa pressão para ferrugem no estado devido às condições climáticas

Publicado em 29/03/2021 10:07 e atualizado em 29/03/2021 11:21
Inverno seco, atraso no plantio e poucas chuvas ajudaram a frear avanço da doença que foi registrada em 208 dos 265 coletores de esporos espalhados pelo Paraná. Sistema de monitoramento também auxilia o produtor a planejar e reduzir aplicações de defensivos
Edivan José Possamai - Gestor Estadual do Projeto Grãos da IDR-PR

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IDR-Paraná avalia safra 20/21 de soja como de baixa pressão para ferrugem no estado devido às condições climáticas

 

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Desde meados de outubro o IDR-Paraná realizou o monitoramento da Ferrugem Asiática na safra de soja 2020/21 do estado. Ao todo, foram 265 coletores de esporos espalhados por diversas regiões paranaenses no programa que foi encerrado ao final da última semana.

Segundo o gestor estadual do projeto de grãos do IDR-Paraná, Edivan José Possamai, foi detectado a presença de esporos da doença em 208 destes coletores, além de 41 sem resultados positivos e outros 16 equipamentos que tiveram que ser interrompidos por algum tipo de problema.

Diante destes números, a avaliação da instituição é que esta foi uma safra de baixa pressão para a Ferrugem no Paraná, especialmente devido as condições climáticas. O período pré-safra foi muito seco, o plantio foi atrasado e faltou chuva durante todo o final de 2020. Depois, quando a chuva veio em janeiro, eram poucos esporos circulando, o que não elevou os números da doença apesar das expectativas de momento.

Outro beneficio do sistema de monitoramento foi a diminuição no número de aplicações de fungicidas pelos produtores paranaenses. Possamai aponta que, em regiões sem a presença de esporos identificados, foi realizada apenas uma aplicação, ou até mesmo nenhuma. Já onde havia presença de esporos, a média de aplicações foi entre duas e três.

Para a próxima safra 2021/22, a ideia do instituto é ampliar ainda mais o número de coletores, para intensificar este monitoramento, principalmente na região de Guarapuava, que é uma das menos cobertas atualmente.

Confira a íntegra da entrevista com o gestor estadual do projeto de grãos do IDR-Paraná no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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