Soja testa os US$ 11,20 em Chicago e pode recuar mais com peso da geopolítica e da nova safra dos EUA

Publicado em 05/06/2026 17:55
Movimento mantém negócios limitados no Brasil nesta semana, mesmo com recente disparada do dólar frente ao real. Produtor permanece cauteloso.
Victor Cazzo - Consultor de Mercado Venda na Hora Certa
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Soja testa os US$ 11,20 em Chicago e pode recuar mais com peso da geopolítica e da nova safra dos EUA

O mercado global da soja viveu uma verdadeira "queda de braço" entre os fatores de formação de preço nesta sexta-feira (5). Enquanto as cotações desabaram na Bolsa de Chicago, mais uma vez, a expressiva valorização do dólar frente ao real agiu como um colchão amortecedor no mercado físico brasileiro, trazendo equilíbrio e estabilidade aos preços domésticos.

Na CBOT, os contratos futuros da oleaginosa registraram perdas, estendendo o movimento negativo que marcou a primeira semana de junho. As baixas intensas dos derivados - lideradas pelo óleo de soja -, somadas ao recuo do petróleo e às condições meteorológicas favoráveis no Meio-Oeste norte-americano trouxeram pressão sobre os preços nas últimas sessões e nesta sexta não foi diferente.

E para o consultor de mercado Victor Cazzo, da Venda na Hora Certa, os futuros da oleaginosa podem testar patamares ainda mais baixos, caso, principalmente, o recuo do petróleo se estenda com a finalização dos conflitos no Oriente Médio.  

Se por um lado os preços em dólar caíram, por outro, a  disparada da moeda norte-americana compensou ao menos uma parte das perdas para o produtor brasileiro. Impulsionado por tensões externas no Oriente Médio e dados macroeconômicos globais, em especial o payroll nos EUA, o dólar comercial fechou com alta de 1,8% e valendo R$ 5,16. 

Na prática, porém, essa valorização cambial funcionou apenas como um "refresco" para o mercado da soja no Brasil, como explicou Cazzo, com a semana terminando ainda com negócios tímidos e o produtor pouco estimulado a novas vendas. 

Veja análise completa no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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