Soja sobe em Chicago nesta 2ª com especulações de tempo um pouco mais seco deixando Corn Belt em alerta

Publicado em 15/06/2026 17:06 e atualizado em 15/06/2026 18:07
Queda do petróleo e falta da demanda chinesa nos EUA ainda limitam movimento na CBOT. Já no Brasil, demanda permanece intensa e como um suporte fundamental às cotações, mesmo que elas permaneçam lateralizadas.
Chau Hue - Head de Inteligência de Mercados da Stag Securities
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Soja sobe em Chicago nesta 2ª com especulações de tempo um pouco mais seco deixando Corn Belt em alerta

 

A sessão desta segunda-feira (15) na Bolsa de Chicago foi de bastante volatilidade para os futuros da soja, mas o mercado conseguiu terminar o dia em campo positivo, testando leves altas nas posições mais negociadas. O mercado começou o dia operando no negativo, pressionado pelo anúncio do acordo geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, que provocou um verdadeiro tombo de 5% nas cotações do petróleo e arrastou o óleo de soja junto.

No entanto, com uma melhora do apetite ao risco e um movimento de correção técnica - após as perdas acentuadas das últimas semanas -, o mercado inverteu o sinal, como quase todas as commodities agrícolas ao longo da tarde, e fechou o dia com parte do fôlego recuperado. 

Segundo Chau Hue, head de inteligência de mercado da Stag Securities, rumores de que o tempo um pouco mais seco em julho no Meio-Oeste americano diante de previsões de especialistas dos EUA ajudaram a trazer alguma sustentação às cotações na CBOT neste início de semana. Por outro lado, as condições favoráveis do momento e dados reportados nesta segunda mostrando o esmagamento de soja nos EUA ligeiramente menor do que o esperado tiraram parte do suporte dos preços.

Ainda assim, os números mostram que, mesmo abaixo das expectativas, em relação ao mesmo período do ano passado, o volume esmagado foi superior em 8%. E assim o mercado foi se equilibrando. 

No Brasil, o dia foi também de estabilidade para os preços, tanto nos portos, quanto no interior do país. Apesar das leves altas de Chicago e do dólas, os prêmios cederam e as cotações não encontraram espaço para melhora. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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