Café: Cotação no BR chega a R$ 1000,00/saca nas principais praças de comercialização

Publicado em 21/07/2021 17:20 e atualizado em 21/07/2021 18:06
NY e Mercado físico têm dia de expressiva valorização e poucos negócios, produtor espera para saber impacto na safra 22

O mercado futuro do café arábica encerrou mais uma pregão com expressiva valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). No Brasil, o mercado físico acompanhou e as negociações bateram R$ 1.000,00/saca nesta quarta-feira (21). 

Setembro/21 teve alta de 920 pontos, valendo 176 cents/lbp, dezembro/21 teve alta de 920 pontos, cotado a 178,90 cents/lbp, março/22 registrou valorização de 910 pontos, valendo 181,05 cents/lbp e maio/22 teve alta de 890 pontos, valendo 181,95 cents/lbp.  

Um dia pós a geada no parque cafeeiro, cooperativas e produtores ainda estão indo a campo para tentar entender o real impacto do frio na produção do ano que vem. Na primeira ronda pós geada, a Cocapec, cooperativa que atua na Alta Mogiana, estima que, pelo menos, cinco mil hectares foram atingidos pelo evento climático, o que corresponde a cerca de 5% da área total de atuação da cooperativa.

"O que nós podemos afirmar com certeza hoje, é que de fato ela foi mais intensa e muito mais abrangente. Muitos produtores foram afetados, a geada cresceu das duas formas, mas precisamos aguardar para saber os impactos, ver a resposta da planta", comenta Saulo Faleiros, diretor comercial da Cocapec. 

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também encerrou com valorização. Setembro/21 teve alta de US$ 18 por tonelada, valendo US$ 1779, novembro/21 teve alta de US$ 24 por tonelada, cotado a US$ 1787, janeiro/22 registrou valorização de US$ 24 por tonelada, valendo US#$ 1774 e março/22 teve alta de US$ 24 por tonelada, valendo US$ 1759.

Os preços do café já estavam em alta com a falta de chuva no Brasil. A Somar Meteorologia informou na segunda-feira que não houve chuva na semana passada no estado brasileiro de Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do país, na segunda semana consecutiva nenhuma precipitação foi relatada. 

Mercado físico tem dia de expressiva valorização e poucos negócios 

No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e também finalizou com valorização em todas as praças de comercialização do país. As negociações ultrapassaram os R$ 1000,00/saca em algumas regiões. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 90,89% em Poços de Caldas/MG, cotado por R$ 1.000,00, em Patrocínio/MG a alta foi de 5,79%, negociado por R$ 1.005,00, Guaxupé/MG teve alta de 4,80%, valendo R$ 982,00, Araguarí/MG teve alta de 5,38%, valendo R$ 980,00, Varginha/MG registrou alta de 2,97%, estabelecendo os preços por R$ 970,00, Campos Gerais/MG teve alta de 4,28%, valendo R$ 974,00 e Franca/SP teve alta de 5,26%, valendo R$ 1.000,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 4,34% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.033,00, Poços de Caldas/MG registrou valorização de 9,38%, valendo R$ 1.050,00, Patrocínio/MG teve alta de 5,58%, negociado por R$ 1.040,00, Varginha/MG subiu 5,15%, valendo R$ 1.020 e Campos Gerais/MG encerrou com alta de 4,02%, valendo R$ 1.034,00.

Mesmo com a valorização, o produtor de café segue cauteloso. Segundo Eduardo Carvalhaes, analista de mercado, o dia foi marcado pelo produtor tentando entender o real impacto do frio. "Hoje o produtor não quer vender, ele quer aguardar para saber o que vai acontecer. Eu pessoalmente não soube de muitos negócios fechados", comenta. 

Os fundamentos continuam sendo de alta para os preços, considerando a menor oferta do Brasil e a expectativa de melhora no consumo à medida que a vacinação contra a covid-19 avança em importantes polos consumidores do país, como por exemplo Estados Unidos e Europa. 

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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