Café fecha em alta nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (16)

Publicado em 16/03/2026 17:14
Arábica em Nova York avança mais de 7 pontos e robusta em Londres também sobe no fechamento do pregão

O mercado futuro do café encerrou esta segunda-feira (16), em alta nas principais bolsas internacionais. Os contratos do arábica negociados em Nova York e do robusta em Londres registraram valorização nos principais vencimentos no fechamento do pregão.

Na ICE Futures US, em Nova York, o café arábica apresentou ganhos relevantes. O contrato maio/2026 fechou cotado a 292,85 cents por libra-peso, com alta de 7,70 pontos. O vencimento julho/2026 encerrou a 286,25 cents, com avanço de 6,85 pontos, enquanto o contrato setembro/2026 terminou a sessão a 278,10 cents, com valorização de 4,75 pontos.

Na ICE Europe, em Londres, o café robusta também registrou alta. O contrato maio/2026 fechou a US$ 3.475 por tonelada, com ganho de US$ 20, ou +0,58%. O vencimento julho/2026 terminou cotado a US$ 3.395, com valorização de US$ 23, enquanto o contrato setembro/2026 encerrou a US$ 3.322 por tonelada, com alta de US$ 20.

Segundo análises de mercado, o café tem registrado forte volatilidade nas últimas sessões após o arábica em Nova York ter testado níveis próximos de 300 cents por libra-peso, movimento que desencadeou realização de lucros por parte de fundos e investidores financeiros. Esse ajuste técnico nas posições contribuiu para oscilações intensas nas cotações ao longo dos últimos dias.

As discussões sobre o potencial produtivo da próxima safra brasileira também seguem no radar dos operadores. As expectativas em torno da produção 2026/27, somadas às oscilações cambiais e ao ritmo das exportações brasileiras, têm contribuído para um ambiente de negociação mais cauteloso entre os participantes do mercado internacional. 

No mercado físico brasileiro, o ritmo de negócios segue limitado. Informações do boletim do Escritório Carvalhaes indicam que produtores de arábica permanecem pouco dispostos a vender o café remanescente da safra 2025/26 nas bases de preço atuais, enquanto compradores demonstram interesse por diferentes padrões do produto. O mercado de conilon apresenta maior número de negócios em comparação ao arábica, refletindo a dinâmica atual de oferta e demanda no país.

Além disso, dados recentes apontam que os embarques brasileiros seguem abaixo do observado no ano passado. Nos dois primeiros meses de 2026, o Brasil exportou cerca de 5,41 milhões de sacas, volume 27,28% menor do que no mesmo período de 2025, segundo levantamento citado em boletim do setor.
 

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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