Café segue em pressão baixista por nova safra brasileira e cai nesta sexta (01)
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O mercado internacional do café mantém uma trajetória de baixa nesta sexta-feira (01), pressionado pela entrada da nova safra brasileira. A colheita de arábica, estimada em 44 milhões de sacas, reflete diretamente na Bolsa de Nova York (ICE), onde o contrato maio/26 recua 0,47%, cotado a 299,50 cents/lbp. Os vencimentos mais distantes seguem a tendência: o julho/26 opera a 283,45 cents (-0,74%) e o setembro/26 a 272,95 cents (-0,87%). Já em Londres, o café robusta apresenta comportamento misto; enquanto o contrato maio cai 2,17% (US$ 3.565/t), o julho registra leve alta de 0,18% (US$ 3.368/t). Desta forma, o total da produção brasileira para este ciclo deve atingir 66 milhões de sacas.
Além da pressão produtiva, o setor cafeeiro entra em uma nova fase comercial com o início do acordo entre União Europeia e Mercosul, que entra em vigor formalmente neste dia 1º de maio. Embora a abertura represente uma oportunidade histórica de expansão em solo europeu, o setor produtivo brasileiro enfrenta o desafio de se adequar a exigências estruturais e ambientais mais rígidas. A conformidade com normas de rastreabilidade e sustentabilidade passa a ser o novo "pedágio" para o acesso preferencial ao bloco.
Marcos Matos, CEO do Cecafé, reforça a necessidade de uma ofensiva diplomática e comunicacional para proteger a imagem do produto nacional. "O nosso importador recebe muitas notícias negativas sobre a agricultura brasileira, então precisamos trabalhar para estabelecer um diálogo mais positivo em relação à nossa cadeia", afirma. Para a liderança, o sucesso do café brasileiro neste novo cenário dependerá da capacidade do setor em demonstrar suas boas práticas, neutralizando narrativas externas e consolidando o Brasil não apenas como o maior, mas como o mais eficiente fornecedor global.
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