Café fecha em alta nesta 2ª com clima e colheita no radar do mercado

Publicado em 15/06/2026 16:31
Chuvas nas áreas produtoras e riscos climáticos para 2026/27 mantêm mercado em alerta

Os preços do café fecharam a segunda-feira (15) em alta nas bolsas internacionais, ampliando os ganhos observados ao longo do dia. O mercado seguiu sustentado pelas preocupações com as condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil, pelo avanço da colheita e pelas incertezas relacionadas ao potencial produtivo da safra 2026/27.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica encerrou o pregão cotado a 259,20 cents por libra-peso, com valorização de 580 pontos. O vencimento julho/26 avançou 575 pontos, fechando a 262,95 cents/lbp, enquanto o contrato dezembro/26 registrou alta de 530 pontos, para 251,75 cents/lbp.

Em Londres (ICE Europe), os contratos do café robusta também terminaram o dia em campo positivo. O vencimento julho/26 subiu 13 pontos, encerrando a US$ 3.607 por tonelada. O contrato setembro/26 avançou 4 pontos, para US$ 3.529 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhou 14 pontos, fechando a US$ 3.466 por tonelada.

Ao longo da sessão, as cotações encontraram suporte nas previsões de chuvas para importantes áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil. De acordo com informações acompanhadas pelo mercado, as precipitações podem dificultar os trabalhos de colheita e a secagem dos grãos, especialmente em regiões de Minas Gerais e São Paulo.

Além do curto prazo, agentes continuam atentos aos possíveis impactos climáticos sobre a safra 2026/27. Especialistas alertam que um eventual retorno do fenômeno El Niño poderá exigir maior atenção dos produtores à gestão das lavouras, especialmente em um cenário em que os estoques globais seguem ajustados e o mercado permanece sensível a qualquer ameaça à produção.

As estimativas apontam para uma safra robusta no Brasil em 2026, mas ainda existem dúvidas em relação ao rendimento final dos grãos e à qualidade do café que está chegando aos armazéns. Essa combinação entre avanço da colheita, condições climáticas e perspectivas para a próxima temporada continua sendo o principal direcionador dos preços internacionais.

No mercado físico brasileiro, a comercialização segue ocorrendo de forma pontual. Produtores permanecem atentos ao comportamento das bolsas e ao andamento da colheita antes de ampliar o volume de negócios, enquanto compradores monitoram a evolução da oferta nas próximas semanas.
 

   

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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