Café fecha sessão desta terça-feira com altas nas bolsas internacionais e mercado monitora safra no Brasil
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O mercado futuro do café encerrou a sessão desta terça-feira (17) com valorização nas principais bolsas internacionais, em um movimento de recuperação técnica aliado à atenção crescente dos agentes sobre o tamanho da próxima safra brasileira.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato maio/26 do café arábica fechou cotado a 293,20 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 805 pontos. O julho/26 encerrou a 292,00 centavos por libra-peso, com alta de 800 pontos, enquanto o setembro/26 fechou a 289,10 centavos por libra-peso, com alta de 790 pontos.
Durante o pregão, os contratos trabalharam com volatilidade, acompanhando ajustes técnicos após as perdas recentes.
Já na Bolsa de Londres (ICE Europe), o café robusta maio/26 encerrou o dia a US$ 3.488 por tonelada, com ganho de 33 pontos. O julho/26 fechou a US$ 3.470 por tonelada, com alta de 30 pontos, e o setembro/26 encerrou a US$ 3.445 por tonelada, com ganho de 28 pontos.
O avanço das cotações ocorre em meio a um ambiente ainda volátil, com investidores ajustando posições após as perdas recentes e monitorando os fundamentos da safra. No radar do mercado, ganha força a expectativa de uma produção elevada no Brasil em 2026.
De acordo com levantamento do IBGE, a safra brasileira de café pode alcançar 64,1 milhões de sacas, com potencial de crescimento frente ao ciclo passado, impulsionada principalmente pelo arábica em ano de bienalidade positiva.
No mercado físico brasileiro, o ritmo segue distinto entre as variedades. Segundo o escritório Carvalhaes, o mercado de arábica permanece com baixo volume de negócios, com produtores pouco dispostos a vender o restante da safra 2025/2026 nos níveis atuais de preço. Já o conilon apresenta maior número de negociações, com demanda ativa para diferentes padrões de café.
Ainda de acordo com o escritório Carvalhaes, há interesse comprador para todos os tipos de café, mas a postura mais retraída dos produtores de arábica limita o fechamento de novos negócios no mercado interno.
No campo, as condições climáticas seguem no radar. Informações da Climatempo indicam início de semana com predomínio de tempo seco nas principais áreas produtoras do Centro-Sul e da Bahia, com retorno das chuvas ao longo dos próximos dias, especialmente entre quinta e sexta-feira, o que pode influenciar o desenvolvimento das lavouras.
Diante desse cenário, o mercado de café continua sensível ao avanço da safra brasileira, às condições climáticas e ao comportamento das exportações, mantendo um ambiente de volatilidade que exige atenção constante de produtores e agentes comerciais.
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