Carne de frango: exportação aumenta, mas cai dependência aos 10 maiores importadores

Publicado em 21/07/2021 08:25

Comparativamente ao mesmo período do ano passado, no primeiro semestre de 2021 somente dois países entraram para o ranking dos 10 principais importadores da carne de frango brasileira: Filipinas e Iêmen. Deixaram o ranking Cingapura e Kuwait.

Porém, entre os que permaneceram, houve algumas mudanças significativas. Por exemplo, o Japão, segundo colocado em 2020, reduziu suas compras em quase 4%, com isso caindo para a terceira posição. E quem trocou de posição com o Japão foi – nada mais, nada menos – que a Arábia Saudita. De quem se esperava forte queda nas importações, mas aumentou o volume importado em mais de 12%, gerando aumento de receita próximo de 30%.

Igualmente significativas são as ascensões da África do Sul (+26,95%), das Filipinas (+85,57%) e dos Países Baixos (+10,04%). Notar, de toda forma, que a receita deste último supera a dos outros dois países. Além disso, a subida dos Países Baixos da décima para a sétima posição é a melhor sinalização do retorno à normalidade no continente europeu (na 13ª e na 14ª posições, Reino Unido e Rússia, por exemplo, aumentaram suas importações em mais de 40%).

No sentido oposto, isto é, com volume e receita menores que as de um ano atrás, o destaque se concentra no mercado chinês. Isto é, não só na China (que, mesmo assim, permanece imbatível na primeira posição), mas também em Hong Kong (que recuou da sexta para a décima posição).

Juntos, China e Hong Kong acumulam redução em torno de 12%-14% no volume e na receita cambial, desempenho que redunda em menor participação nos resultados do semestre. A participação na receita, por exemplo, recuou de 25,97% há um ano para 20,26% neste ano.

Um dos efeitos dessa queda é que - mesmo tendo aumentado o volume em quase 6% e obtido aumento de receita próximo de 10% - as exportações brasileiras ficaram menos dependentes dos 10 primeiros importadores. Pois sua participação no volume total embarcado recuou de 66,19% para 62,61%; e, na receita cambial, de 69,83% (ou seja, praticamente 70%) para 64,11%.

Pelos dados da SECEX/ME constata-se que, no semestre, a carne de frango brasileira chegou a 152 países, um a menos que no mesmo período de 2020. Mas a diferença não se limitou a apenas um país. Não importaram, no semestre, países como República Eslovaca, Quênia, Camarões e Mongólia. Em contrapartida foram atendidos, entre outros, Síria, Belarus (antiga Bielorrússia) e Sudão.

Fonte: Avisite

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Ucrânia pode perder até metade do rebanho suíno em 2026 com PSA e crise de preços
Carne suína registra avanço no preço externo no início de fevereiro
Exportações de carne de frango ganham ritmo em valor no início de 2026
Como estão os custos de produção na suinocultura?