Setor de hortifruti perde até 30% da produção: soluções em embalagem ajudam a reverter o cenário, aponta Smurfit Westrock
Mesmo com a força do agronegócio brasileiro, que é responsável por 29,4% do PIB no primeiro trimestre de 2025 (Cepea/USP), o segmento de frutas, legumes e verduras (FLV) segue enfrentando um desafio crônico: o desperdício no pós-colheita. De acordo com a Embrapa, até 30% da produção é perdida por falhas logísticas, transporte inadequado e uso de embalagens impróprias.
Já levantamentos do “Pacto Contra a Fome”, estimam que o Brasil desperdiça cerca de 55,4 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que representa aproximadamente 30% da produção nacional. Desses, 10,8 milhões de toneladas são perdidas especificamente nas etapas de pós-colheita, armazenamento e transporte, momentos críticos em que o tipo de embalagem adotado tem impacto direto sobre a durabilidade e integridade dos produtos. O prejuízo anual com perdas e desperdícios de alimentos é de R$ 60 milhões a R$ 100 bilhões e cerca de 50% dessas perdas ocorrem nas fases de manuseio e transporte, diretamente impactadas pela embalagem (FIA Business School e IBEVAR).
Nesse contexto, a Smurfit Westrock, líder global de embalagens sustentáveis, tem atuado junto a produtores para transformar a maneira como frutas e hortaliças são armazenadas e transportadas. A empresa desenvolve embalagens com foco em desempenho logístico, resistência à umidade e ventilação adequada, características essenciais para preservar a qualidade dos alimentos. Isso é possível por meio de ferramentas proprietárias como o SupplySmart, metodologia que usa dados, testes e expertise em embalagens para otimizar a cadeia de suprimentos, reduzindo custos e riscos de forma mensurável.
“As embalagens de papelão são estratégicas para cadeia agroalimentar, pois são elas que garantem a qualidade na qual os produtos chegam ao destino. Elas não apenas protegem, mas também otimizam custos, reduzem desperdícios e ampliam a eficiência do transporte, além de contribuir com uma menor pegada de carbono. A Smurfit Westrock trabalha com o conceito ‘Qualidade que Vai Longe’, que reforça nosso compromisso com o desempenho, a durabilidade e a eficiência das soluções, conectando inovação e responsabilidade ambiental às demandas do agronegócio moderno, fatores essenciais para um setor hortifrutigranjeiro mais competitivo, resiliente e sustentável”, afirma o CEO da Smurfit Westrock no Brasil, Manuel Alcalá.
Case de sucesso: mais carga, menos custo e redução de CO2
Em parceria com cliente produtor de melancias, a Smurfit Westrock tinha um desafio de aproveitar melhor o espaço do contêiner, que com a caixa original comportava 20 paletes, 1.200 caixas e 19,2 toneladas de fruta por viagem. A companhia redesenhou as dimensões da caixa e do palete, permitindo embarcar 21 paletes por contêiner, 1.260 caixas e 20,16 toneladas de melancia, um aumento de 5% de fruto por carregamento. Ao longo de um ano, esse ganho de capacidade se traduziu em cerca de uma tonelada extra por envio, redução de 10 contêineres movimentados, economia aproximada de R$ 350 mil em frete e a prevenção da emissão de 3 mil toneladas de CO₂.