Milho segue trajetória baixista nas Bolsas nesta quinta-feira

Publicado em 26/05/2022 11:59
B3 pesa colheita da safrinha e CBOT é pressionada por Ucrânia e China

Os preços futuros do milho seguem sua trajetória de recuo na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta quinta-feira (26). As principais cotações caiam menos de 1% e flutuavam na faixa entre R$ 90,00 e R$ 97,00 por volta das 11h56 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/22 era cotado à R$ 90,57 com queda de 0,81%, o setembro/22 valia R$ 93,50 com desvalorização de 0,86%, o novembro/22 era negociado por R$ 95,80 com perda de 0,63% e o janeiro/23 tinha valor de R$ 97,96 com baixa de 0,55%. 

Mercado Externo 

A quinta-feira também segue sendo negativa para os preços internacionais do milho futuro que caminham em seu terceiro dia consecutivo de recuos na Bolsa de Chicago (CBOT) por volta das 11h47 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/22 era cotado à US$ 7,63 com desvalorização de 9,25 pontos, o setembro/22 valia US$ 7,31 com perda de 8,00 pontos, o dezembro/22 era negociado por US$ 7,17 com queda de 6,00 pontos e o março/23 tinha valor de US$ 7,21 com baixa de 5,75 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram durante a noite, para uma mínima de sete semanas, com otimismo de que o fornecimento de milho ucraniano em breve será liberado da ocupação russa graças a um acordo mediado pela ONU e divulgado ontem. Por outro lado, as perdas foram limitadas pelo ceticismo em torno do negócio. 

“A escassez de oferta diminuirá significativamente se as exportações começarem da Ucrânia. Mas o mercado está cético. A infraestrutura portuária na Ucrânia foi seriamente danificada nos confrontos e precisa de tempo para restaurá-la”, disse um negociante de Mumbai com uma empresa de comércio global à Reuters. 

“Eu ficaria muito surpreso se esses corredores fossem abertos. Seria uma grande reviravolta para a Rússia e não acontecerá sem algumas condições sérias”, alertou um negociante de grãos de Londres em um relatório da Reuters. 

A publicação também ressaltou que, as perspectivas de exportação de milho também diminuíram os preços dos Estados Unidos nesta manhã, já que um acordo anunciado na terça-feira entre a China e o Brasil poderia reduzir drasticamente as compras chinesas de milho dos EUA. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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