Futuros do milho seguem subindo na B3 e Brandalizze vê espaço para mais ganhos

Publicado em 05/02/2026 16:42
Chicago busca base técnica mais alta e sobe mais de 1% no pregão

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A quinta-feira (5) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).  

Segundo análise de Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, com o milho barato em Chicago, o mercado busca formar uma base técnica com suporte de US$ 4,30 para o contrato março/26 e tentando buscar US$ 4,50 no julho/26. 

“O ambiente para o mercado do milho é positivo. Tem demanda para todo o milho que está sendo produzido, tem espaço para alta e ele está subindo pela escada. Caiu muito no meio de janeiro, mas agora está tentando recuperar fôlego e podemos logo ver o julho/27 perto dos US$ 5,00 o bushel”, diz Brandalizze. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,35 com elevação de 5,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,43 com valorização de 6 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,49 com ganho de 6 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,47 com alta de 4,50 pontos. 

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (4), de 1,28% para o março/26, de 1,37% para o maio/26, de 1,35% para o julho/26 e de 1,02% para o setembro/26. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram o pregão desta quinta-feira com movimentações positivas sendo registradas. 

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que a B3 segue a lógica dos últimos dias, subindo após beirar a casa dos R$ 66,00. 

“A posição maio já subiu R$ 3,00 por saca. Eu acredito que, depois do Carnaval, haverá ainda mais fôlego porque o milho está barato e tem demanda. A demanda do setor de ração está em alta, a de etanol está em alta e ainda tem as exportações”, pontua Brandalizze. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,10 com ganho de 0,44%, o maio/26 valeu R$ 70,12 com valorização de 0,73%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,39 com alta de 0,28% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,99 com elevação de 0,21%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas movimentações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e valorização apenas em Eldorado/MS.

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de negócios travados. “Com o avanço da colheita doméstica, as cotações apresentam viés de queda, e os consumidores aguardam preços ainda mais acessíveis para avançar nas negociações”. 

Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, “na Região Sul, as colheitas avançam, enfraquecendo os preços, fazendo aumentar a necessidade de exportação para um melhor escoamento da oferta. No Sudeste, ainda há muita oferta de milho de safras passadas, o que ajuda a segurar os preços no mercado disponível. Nos portos, os preços seguem fracos e o aumento dos embarques de soja limitam a exportação de milho no momento”. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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