Chicago espera queda na qualidade das lavouras dos EUA e milho salta dois dígitos nesta 2ªfeira

Publicado em 12/06/2023 16:59
B3 acompanha e também sobe, apesar de pressão da colheita

A segunda-feira (12) chega ao final com os preços futuros do milho flutuando próximos da estabilidade na Bolsa Brasileira (B3) e com a maior parte das posições levemente mais altas, operando na faixa entre R$ 53,12 e R$ 62,71. 

O vencimento julho/23 foi cotado à R$ 53,12 com queda de 0,21%, o setembro/23 valeu R$ 57,90 com alta de 0,70%, o novembro/23 foi negociado por US$ 60,20 com elevação de 0,42% e o janeiro/24 teve valor de US$ 62,71 com ganho de 0,34%. 

De acordo com a Agrinvest, os preços do milho operaram em alta seguindo a forte valorização das cotações em Chicago. Por outro lado, os ganhos foram limitados pela aproximação da colheita da super safrinha brasileira. 

A projeção da AgRural aponta para uma colheita de 98 milhões de toneladas para a safrinha brasileira, que pode chegar as 100 milhões com atualizações no decorrer dos trabalhos. Até o final da última semana apenas 2% das lavouras da segunda safra de milho haviam sido colhidas, basicamente em áreas do Mato Grosso. A expectativa é que as atividades comecem até o final do mês em outros estados como oeste do Paraná, sudoeste de Goiás e partes de Mato Grosso do Sul, mas ganhem ritmo mês apenas em julho.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também começou a semana de maneira negativa. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorização apenas na praça de Castro/PR. Já as desvalorizações apareceram em Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS e Campo Grande/MS. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

A análise diária da Agriffato Consultoria diz que, “os negócios no mercado físico do milho ocorrem “da mão pra boca” e os preços andaram de lado, em Campinas/SP o cereal fechou a a semana em R$ 54,00/sc”. 

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, a colheita de milho da segunda safra tem avançado com mais intensidade apenas em Mato Grosso, mas as expectativas quanto à produção e à qualidade do cereal são positivas na maior parte das regiões produtoras.  

“Quanto às negociações, a perspectiva de oferta elevada nas próximas semanas faz com que consumidores posterguem as aquisições, enquanto vendedores mostram interesse em comercializar o cereal no spot e/ou fechar contratos para entrega futura, muitos estão flexíveis nos preços e nos prazos. Esse cenário mantém os preços do milho em queda, movimento que vem sendo verificado desde março”. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT) a segunda-feira foi de movimentações muito positivas para os preços internacionais do milho futuro, que subiram até 3,6% neste primeiro dia da semana. 

O vencimento julho/23 foi cotado à US$ 6,17 com ganho de 13,00 pontos, o setembro/23 valeu US$ 5,43 com valorização de 19,00 pontos, o dezembro/23 foi negociado por US$ 5,49 com elevação de 18,75 pontos e o março/24 teve valor de US$ 5,58 com alta de 18,50 pontos. 

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (09), de 2,15% para o julho/23, de 3,63% para o setembro/23, de 3,58% para o dezembro/23 e de 3,33% para o março/24. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho obtiveram ganhos de dois dígitos com as expectativas dos analistas de que a qualidade da safra cairá mais dois pontos esta semana, e com mais tempo seco provável para o centro dos Estados Unidos no final deste mês.   

Antes do relatório de progresso da safra desta tarde do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os analistas esperavam que a agência reduzisse as classificações de qualidade do milho em mais dois pontos, com 62% em condição boa a excelente até 11 de junho. As estimativas comerciais individuais variaram entre 59% e 64%.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Colheita de milho de MT supera 10% da área, indica Imea
Colheita, clima, USDA e petróleo pressionaram e futuros do milho acumularam desvalorizações ao longo da semana
Milho passa a subir em Chicago com mercado esperando USDA do dia 30 de junho
Adversário do Brasil na Copa do Mundo compra 1,37 milhão de toneladas de milho de Mato Grosso
Futuros do milho recuam em Chicago após números do USDA e baixa do petróleo
Espigas de milho perfuradas e grãos danificados podem indicar avanço da lagarta-do-cartucho