B3 realiza lucros nesta quinta-feira, mas preço do milho acumula valorização de 5,3% ao longo de outubro

Publicado em 31/10/2024 16:57 e atualizado em 31/10/2024 17:54
Chicago ficou estável no pregão, mas contabilizou perda mensal de 3,6%

A quinta-feira (31) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,91 e R$ 76,67, mas ainda conseguiram finalizar o mês de outubro acumulando valorizações de até 5,3%. 

O vencimento novembro/24 foi negociado por R$ 72,91 com queda de 0,33%, o janeiro/25 valeu R$ 76,55 com desvalorização de 0,58%, o março/25 foi cotado à R$ 76,67 com perda de 0,13% e o maio/25 teve valor de R$ 73,63 com baixa de 0,19%. 

Ao longo de todo o mês de outubro, os contratos de cereal brasileiro acumularam valorizações de 4,77% para o dezembro/24, de 5,32% para o março/25, de 3,26% para o maio/25 e de 2,26% para o julho/25, em comparação ao fechamento do dia 30 de setembro. 

De acordo com análise da Agrinvest, após o milho B3 renovar suas máximas do ano na sessão anterior, a quinta-feira foi de realização de lucros. 

“Os futuros do milho em Chicago operaram estáveis, enquanto o dólar esteve em alta no Brasil. O rápido avanço do plantio da soja no Brasil, mitigando atrasos das últimas semanas, deixa o mercado mais otimista quanto à intenção de plantio para o milho safrinha. Além disso, o cereal brasileiro perdeu competitividade na exportação, concentrando a oferta no mercado interno, que segue remunerando melhor”, destacam os analistas da consultoria. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um penúltimo dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Campo Novo do Parecis/MT, Sorriso/MT, São Gabriel do Oeste/MS, Luís Eduardo Magalhães/BA, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

A análise da SAFRAS & Mercado aponta que, o mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de preços firmes, com dinâmica inalterada no mercado. 

“Os produtores devem seguir tentando segurar a venda de produtos no âmbito doméstico, enquanto os consumidores buscam realizar aquisições para composições de seus lotes”, relata. 

“O ritmo de negócios está arrastado e os preços estão firmes no país, com produtores optando pela retenção da oferta, o que impõe dificuldade para os consumidores alongarem estoques, com estes adotando postura ativa no mercado. As atenções dos agentes estão voltadas para o fortalecimento do dólar, paridade de exportação, evolução do clima e para o plantio”, acrescenta a Safras Consultoria. 

Mercado Externo  

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram o pregão desta quinta-feira com poucas movimentações e flutuações em campo misto, finalizando o mês de outubro acumulando desvalorizações de até 3,6%. 

O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,10 com queda de 0,75 pontos, o março/25 valeu US$ 4,26 com alta de 0,50 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,34 com ganho de 0,75 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,39 com elevação de 1,25 pontos. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (30), de 0,12% para o março/25, de 0,17% para o maio/25 e de 0,29% para o julho/25, além de baixa de 0,18% para o dezembro/24. 

Ao longo de todo o mês de outubro, os contratos de cereal norte-americano acumularam desvalorizações de 3,30% para o dezembro/24, de 3,46% para o março/25, de 3,61% para o maio/25 e de 3,51% para o julho/25, em comparação ao fechamento do dia 30 de setembro. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho estiveram levemente misturados na quinta-feira e não conseguiram mover muito a agulha em nenhuma direção. 

“As vendas de milho caíram 35% na semana, mas permaneceram relativamente robustas, com 92,2 milhões de bushels. Isso estava na extremidade inferior das estimativas dos analistas, que variaram entre 70,9 milhões e 157,5 milhões de bushels”, destaca Ben Potter, analista da Farm Futures. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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