Com clima no radar, milho sobe na B3 nesta 2ªfeira e fecha dezembro acumulando ganhos de até 2,8%

Publicado em 30/12/2024 16:58
Chicago recua neste pregão, mas ainda fecha com valorizações mensais de até 4,7%

Os preços futuros do milho finalizaram as atividades desta segunda-feira (30) contabilizando movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 68,76 e R$ 73,70 com altas de até 0,7% neste pregão, acumulando valorizações de até 2,8% ao longo de todo o mês de dezembro.

A análise da Agrinvest destaca que, apesar de um dólar mais fraco nesta tarde e o milho recuando em Chicago, os futuros da B3 atuaram com valorização, diante do clima que está no radar. 

“O La Niña está se fortalecendo e as lavouras de milho na Argentina já estão sendo castigadas. No Rio Grande do Sul, o milho primeira safra e a soja também já apresentam estresse térmico e hídrico, dado um intervalo longo sem chuvas e com previsão de a primeira quinzena de janeiro seja predominantemente mais seca no Sul do Brasil, Paraguai e Argentina”, conforme apontam os analistas da consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 73,70 com alta de 0,67%, o março/25 valeu R$ 73,28 com elevação de 0,59%, o maio/25 foi negociado por R$ 72,42 com valorização de 0,74% e o julho/25 teve valor de R$ 68,76 com ganho de 0,45%. 

No acumulado mensal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorizações de 2,86% para o janeiro/25, de 2,23% para o março/25, de 1,57% para o maio/25 e de 0,45% para o julho/25, em relação ao fechamento do último dia 29 de novembro. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram o pregão desta segunda-feira contabilizando pequenas perdas, mas ainda assim acumulando valorizações de até 4,7% ao longo do mês de dezembro. 

Os analistas da Agrinvest apontam que, após registraram bons ganhos na parte da manhã, estendendo os ganhos da última sexta-feira (27), as cotações em Chicago perderam força ao longo do pregão e finalizaram o dia no negativo. 

“O fortalecimento do dólar no mercado internacional acabou retirando a valorização para os futuros”, destaca a consultoria.  

O principal fator de suporte às cotações ao longo do mês foi a forte demanda por milho dos Estados Unidos no mercado internacional. Na última sexta-feira, o O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que as vendas semanais de milho dos EUA da safra 2024/25 somaram 1,711 milhão de toneladas, ficando acima das estimativas do mercado que variavam entre 1 e 1,6 milhão.  

Ao todo, esta temporada já tem 38,023 milhões de toneladas comprometidas, bem à frente das 29,421 milhões do ano passado.   

De acordo com a análise da Agrinvest, o mercado vai ter que continuar se cobrindo com milho dos EUA nas próximas semanas.  

“O programa de exportação brasileiro praticamente terminou, os prêmios na Argentina encontraram um piso e na Ucrânia as ofertas subiram, mesmo com fretes para a Ásia e norte da África mais baratos”, dizem os analistas. 

Na avaliação do Consultor de Grãos e Projetos na Agrifatto, Stefan Podsclan, o milho dos EUA é o mais atrativo do mundo e as exportações do país já avançaram para 58% do total estimado pelo USDA para o ciclo 24/25. No mercado interno norte-americano a demanda é igualmente forte, diante da aprovação do E15, que preconiza 15% de etanol na mistura da gasolina no país.    

O vencimento março/25 foi cotado à US$ 4,52 com desvalorização de 1,75 pontos, o maio/25 valeu US$ 4,60 com perda de 1,50 pontos, o julho/25 foi negociado por US$ 4,63 com baixa de 1,25 pontos e o setembro/25 teve valor de US$ 4,38 com queda de 1,25 pontos. 

Esses índices representaram recuos, com relação ao fechamento da última sexta-feira (27), de 0,39% para o março/25, de 0,33% para o julho/25 e de 0,28% para o setembro/25. 

Já no acumulado mensal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 4,45% para o março/25, de 4,60% para o maio/25, de 4,75% para o setembro/25, e de 2,34% para o setembro/25, em relação ao fechamento do último dia 29 de novembro. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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