Clima na Argentina, petróleo e demanda sustentam valorizações para o milho de Chicago nesta quarta-feira

Publicado em 28/01/2026 16:54
B3 recua com oferta chegando ao mercado

A quarta-feira (28) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo a análise da SAFRAS & Mercado, os contratos do milho subiram sustentados pelas preocupações com o clima na Argentina, pelas valorizações registradas pelo petróleo e pelo sinal de demanda seguindo forte nos Estados Unidos. 

“A falta de chuvas e o calor extremo podem provocar perdas de 4 a 5 milhões de toneladas de milho em Córdoba. Os ganhos do petróleo em Nova Iorque e os recentes sinais de uma demanda aquecida por produtos dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo”, detalham os analistas da consultoria. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,30 com valorização de 4,25 pontos, o maioq26 valeu US$ 4,38 com elevação de 3,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,44 com alta de 3,50 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,43 com ganho de 3,25 pontos. 

Mercado Externo 

Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) operaram no campo negativo ao longo de todo o pregão e fecharam a quarta-feira com perdas. 

“O viés no âmbito doméstico segue sendo de queda nas cotações no curto prazo, tendo em vista a elevação no nível de oferta regional, principalmente no Sul do país”, afirma a análise da SAFRAS & Mercado. 

Na avaliação da Agrinvest, novamente o milho registrou forte desvalorização na B3. “Apesar de indicadores de sobrevenda, o mercado segue inclinado à baixa, refletindo tentativas frustradas do comprador de acertar o fundo”. 

“A pressão persiste no físico e migra para o futuro, agravada por um dólar perdendo suportes e alimentando expectativa de preços ainda mais baixos”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

O vencimento março/26 foi cotado a R$ 67,96 com desvalorização de 1,41%, o maio/26 valeu R$ 67,63 com perda de 1,24%, o julho/26 foi negociado por R$ 67,25 com baixa de 0,30% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,76 com alta de 0,01%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também teve desvalorizações neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou recuos nas praças de Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Itapetininga/SP e Campinas/SP.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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