Mercado do milho segue travado no Brasil, mas atraso do plantio dá suporte na B3
A terça-feira (24) chega ao fim com os preços internacionais do milho registrando movimentações levemente negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o pregão de hoje foi de movimentações técnicas com o mercado ainda tentando entender qual será a real área plantada com milho na safra 2026/27 dos Estados Unidos.
“O mercado segue com viés de alta. Já foi cortado 2 milhões de hectares nas expectativas de plantio dos EUA e agora o inverno duro pode dificultar o plantio do milho que começa mais cedo”, diz Brandalizze.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,27 com alta de 0,25 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,38 com queda de 1,75 ponto, o julho/26 foi negociado por R$ 4,47 com perda de 1,25 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,49 com baixa de 1 ponto.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (23), de 0,40% para o maio/26, de 0,28% para o julho/26 e de 0,22% para o setembro/26, além de ganho de 0,06% para o março/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho tiveram mais um pregão de pouca flutuação, com as principais cotações fechando a terça-feira no campo misto.
De acordo com a análise da Grão Direto, o mercado brasileiro de milho opera de forma lateral, porém com sustentação em algumas regiões.
“Estoques elevados e a valorização do real limitaram avanços mais expressivos, enquanto o atraso no plantio da safrinha, provocado pelo excesso de chuvas em estados como Mato Grosso e Goiás, trouxe preocupação com a janela ideal e ofereceu suporte às cotações”, explicam os analistas.
Daqui para frente, o foco do mercado de milho no Brasil deverá estar voltado às condições climáticas e ao avanço do plantio da safrinha.
“Com as previsões indicando a continuidade de chuvas volumosas em partes do Centro-Oeste e Sudeste, existe um risco real de novos atrasos na semeadura, o que pode empurrar o desenvolvimento das lavouras para períodos de maior vulnerabilidade a secas e geadas no meio do ano. O mercado físico deve reagir a esse cenário com maior retenção por parte do produtor, que evitará vender lotes de milho disponível até que tenha maior segurança sobre o sucesso do plantio da segunda safra, o que pode elevar os preços regionais no curto prazo”, conclui a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,70 com queda de 0,87%, o maio/26 valeu R$ 70,29 com perda de 0,79%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,55 com alta de 0,07% e o setembro/26 teve valor de R$ 68,15 com elevação de 0,04%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho subiu neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Brasília/DF.