Milho cai forte em Chicago nesta 6ª feira e B3 acompanha perdas, de olho na safrinha
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Os preços do milho terminaram a semana com preços em queda nesta sexta-feira (29), tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago. O mercado veio pressionado durante os últimos dias, sentindo a combinação de interferência geopolítica, com o bom avanço do plantio norte-americano e o início da colheita brasileira da segunda safra. E como explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, há ainda a conclusão da safra de verão - que é alongada no Brasil - intensificando ainda mais a pressão.
Dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) dão conta de que o Mato Grosso já colheu quase 2% de sua área de milho safrinha, em ritmo mais acelerado do que há um ano. A expectativa da instituição é de que o estado, que é o maior produtor do Brasil, colha 52,6 milhões de toneladas do grão.
No pregão desta sexta, os futuros perderm ade 0,4% a 0,9% nos principais vencimentos, levando o julho a R$ 65,42 e o o setembro a R$ 68,11 por saca. Os contratos mais alongados, porém, seguem acima dos R$ 70,00, sinalizando que o mercado pode se reaquecer no próximo semestre, uma vez que a demanda, principalmente interna, é muito intensa no Brasil e deverá estimular um ritmo melhor dos negócios.
Tanto o setor de etanol, quanto de rações deve puxar forte o consumo, favorecendo momentos melhores para os preços. Nas exportações, as expectativas também são fortes, porém, podem não alcançar o volume inicialmente projetado, diante de uma competitividade ainda limitada do cereal nacional.
Além disso, também como explica Palavro, o mercado está, agora, um pouco mais confortável com a oferta, com estoques de passagem amplos que carregamos da última temporada, o que ajuda a justificar a liquidez mais contida neste momento.
Reveja sua entrevista completa ao Notícia Agrícolas nesta sexta-feira:
Ainda nesta sexta-feira, a B3 foi pressionada também pelas baixas que o mercao testou também na Bolsa de Chicago, de quase 2%. Assim, mesmo com alta do dólar frente ao real, o espaço para um fôlego das cotações no mercado futuro brasileiro ficou ainda mais limitado.
Em Chicago, as cotações cederam acompanhando o petróleo em queda, o que pesou sobre as commodities de uma forma geral, além de refletirem ainda as boas condições de clima no Corn Belt e os trabalhos de campo acontendo em ritmo bastante satisfatório, com a semeadura concluída em perto de 80% da área.
"Os futuros de milho e de trigo registraram queda constante nesta semana, pressionados pelo avanço da semeadura e pela geopolítica internacional, mesmo em meio a divulgações de nova redução de qualidade do trigo de inverno nos EUA", informou o time de análises do Grupo Labhoro.
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