Milho: Chicago sobe com expectativa de menor área nos EUA, mas B3 sente pressão do dólar

Publicado em 25/02/2026 16:42
Queda de 2 mi de ha nos EUA sustenta altas na CBOT, enquanto recuo do câmbio limita avanços na B3

A quarta-feira (25) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, esse tem sido uma semana do movimentações mais lateralizadas, mas com o mercado apontando tendências de alta para o futuro. 

“O vencimento setembro/27 está acima de US$ 4,80, beliscando perto de US$ 4,90. Ele sinaliza para frente um mercado mais positivo porque, se confirmado o que o USDA indicou na última quinta-feira, vai cair mais de 2 milhões de hectares o que é uma queda de cerca de 20 milhões de toneladas na produção americana que vai fazer falta no ano que vem”, afirma Brandalizze. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,30 com ganho de 2,75 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,42 com valorização de 3,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,50 com alta de 2,75 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,52 com elevação de 3,25 pontos. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira (24), de 0,64% para o março/26, de 0,80% para o maio/26, de 0,61% para o julho/26 e de 0,72% para o setembro/26. 

Mercado Interno  

Já na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho registraram poucas movimentações nesta quarta-feira. 

De acordo com Vlamir Brandalizze, as cotações do cereal na B3 sentiram pressão negativa do câmbio, já que o dólar recuou ante ao real e se posicionou abaixo do patamar de R$ 5,15. 

“O dólar está no pior momento desde maio de 2024 e isso influencia porque o porto não consegue pagar mais em reais. Automaticamente o mercado anda de lado”, explica o analista. 

“Temos 55% da safrinha plantado e 45% ainda por plantar com a janela ideal estourando essa semana. Ou seja, temos mais de 7 milhões de hectares para serem plantados nesse finalzinho de janela e provavelmente vai ter muito milho plantado fora da janela ideal, com risco de perder produtividade”, acrescenta Brandalizze.  

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

O vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,54 com queda de 0,23%, o maio/26 valeu R$ 70,10 com desvalorização de 0,27%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,43 com baixa de 0,18% e o setembro/26 teve valor de R$ 68,05 com perda de 0,15%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho não teve alterações neste meio de semana, com o levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificando estabilidade em todas as praças. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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