Milho da B3 se valoriza 1,2% nesta quinta-feira de olho no atraso de plantio da safrinha

Publicado em 26/02/2026 16:43
Chicago se equilibrou entre pressão da soja e força do óleo

A quinta-feira (26) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando leves recuos na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo análise da Agrinvest, os futuros do milho tentaram se equilibrar entre a pressão da soja e a força do óleo ao longo do pregão desta quinta-feira. Outro fator que atuou para limitar qualquer avanço, foi o relatório de vendas de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que mostraram números abaixo do esperado. 

As vendas semanais de foram de 685,800 mil toneladas, enquanto o intervalo esperado pelo mercado era de 900 mil a 1,8 milhão de toneladas. Em relação à semana anterior, a queda no volume vendido foi de 53% e em relação às últimas quatro semanas, de 56%. O México foi o maior comprador do cereal norte-americano. Para toda a temporada 2025/26, o USDA estima que os EUA exportem 83,83 milhões de toneladas.   

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,33 com valorização de 2,75 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,43 com alta de 1,50 ponto, o julho/26 foi negociado por US$ 4,51 com ganho de 1 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,52 com elevação de 0,50 ponto. 

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira (25), de 0,64% para o março/26, de 0,34% para o maio/26, de 0,22% para o julho/26 e de 0,11% para o setembro/26. 

Mercado Interno 

Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) finalizaram o pregão desta quinta-feira com movimentações positivas sendo contabilizadas. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de negociações travadas. “A cautela na fixação de oferta segue presente, com o foco dos produtores voltado à soja. Em grande parte do Centro-Sul do país os produtores estão atuando com cautela na fixação de oferta, acompanhando o clima, atraso dos trabalhos de campo colheita da soja e plantio da safrinha e a logística difícil”.  

“Os principais formadores subindo, contudo, podem movimentar negócios pontuais no porto. No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,50/69,00 a saca”, acrescentou a consultoria. 

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, pontua também que a demanda esperada em 2026 ajuda a dar sustentação para as cotações neste pregão. “Para a semana que vem já é esperado a volta do setor de rações. Teremos um ano recorde na demanda por rações e também por etanol”.

Outro ponto destacado por Brandalizze é o atraso no plantio da segunda safra e possível redução de área e produção decorrente disso. “Esse final de semana fecha a janela ideal para a safrinha e ainda tem entre 4 e 5 milhões de hectares que não foram plantados. Isso começa a trazer peso e desconfiança de qual será o tamanho da safrinha”. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento março/26 foi cotado a R$ 71,45 com valorização de 1,29%, o maio/26 valeu R$ 70,79 com alta de 0,98%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,64 com elevação de 0,31% e o setembro/26 teve valor de R$ 68,30 com ganho de 0,37%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente na praça de Não-Me-Toque/RS. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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