Foco na soja reduz oferta de milho no mercado e B3 fecha sexta-feira com valorização de até 1,3%
A sexta-feira (27) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando valorizações ao longo da semana.
Segundo Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, houve movimentações técnicas no pregão de hoje em Chicago. Além disso, as altas registradas pelo trigo também ajudaram a trazer força para o milho. “Trigo em forte alta ajuda o milho”, afirma.
Brandalizze ainda destaca que o mercado sinaliza tendência de alta se mantendo para o cereal olhando para o futuro. “O milho 2027 já está operando em US$ 4,90 e há folego para ele bater os US$ 5,00. O ambiente do tem viés positivo porque, principalmente se vier a confirmar essa redução de 2 milhões de hectares no plantio americano, no ano que vem vai faltar milho no mundo”, avalia.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,38 com valorização de 5,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,48 com elevação de 5 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,56 com alta de 4,75 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,55 com ganho de 3 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (26), de 1,27% para o março/26, de 1,13% para o maio/26, de 1,05% para o julho/26 e de 0,66% para o setembro/26.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 2,63% para o março/26, de 1,99% para o maio/26, de 1,73% para o julho/26 e de 1,33% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (20).
Mercado Interno
Os preços futuros do milho também contabilizaram movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta sexta-feira, acumulando flutuações altistas ao longo dessa semana.
De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes ao longo de fevereiro. Salvo exceções, como o Rio Grande do Sul, as cotações ficaram de estáveis a mais altas no balanço do mês.
“O foco, como usualmente ocorre, voltou-se para a colheita, transporte e comercialização da soja em vários estados. Com o milho ficando mais de lado, a oferta foi restringida e as cotações se sustentaram”, disse a consultoria.
“Houve regionalidade marcante em fevereiro, já que alguns estados tiveram comportamento bem diferente no mercado. São Paulo teve preços bem mais elevados no interior ao longo do mês por características locais de uma oferta mais curta. Nos portos, com o dólar acumulando em fevereiro baixa no comercial (até o dia 26) de 2%, e com a Bolsa de Chicago também não contribuindo, as cotações foram estáveis”, acrescenta a análise.
Ainda segundo a equipe de Inteligência de Mercado de Safras & Mercado, o ritmo de negócios esteve travado ao longo de fevereiro e os preços sustentados em grande parte do Centro-Oeste e Sudeste do país, diante da postura retraída de produtores na fixação de oferta. “Há localidades, como em São Paulo, que consumidores adotam uma postura mais ativa na busca por lotes, visando alongamento de estoques, que estão curtos”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 72,29 com alta de 1,18%, o maio/26 valeu R$ 71,72 com valorização de 1,31%, julho/26 foi negociado por R$ 69,11 com elevação de 0,68% e o setembro/26 teve valor de R$ 69,04 com ganho de 1,08%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorização de 0,40% para o março/26, de 0,41% para o maio/26, de 0,67% para o julho/26 e de 1,31% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (20).
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu inalterado neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não identificou flutuações em nenhumas das praças.