Movimento financeiro em Chicago pesa e milho cai nesta segunda-feira
A segunda-feira (2) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, hoje foi um dia de realização de lucros para diversas commodities, que seguiram a tendência mundial apesar do cenário seguir sendo positivo para os preços do cereal.
“O milho tem potencial por causa do etanol, mas o milho é uma comodity e o investidor está fazendo lucros com ela. O petróleo está em alta, então o pessoal sai das agrícolas e aposta nas energéticas”, avalia Brandalizze.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,33 com desvalorização de 5,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,45 com perda de 2,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,54 com baixa de 1,75 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,55 com queda de 0,25 ponto.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (27), de 1,25% para o março/26, de 0,61% para o maio/26, de 0,38% para o julho/26 e de 0,05% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), a segunda-feira foi de movimentações em campo misto para os preços futuros do milho.
De acordo com a análise da Grão Direto o mercado de milho apresentou comportamento influenciado, principalmente, pelas expectativas para a segunda safra no Brasil e pelos sinais do mercado internacional.
“O plantio da safrinha seguiu atrasado em parte do Centro-Oeste devido ao excesso de chuvas, o que aumenta o risco de parte das áreas ficarem fora da janela ideal. Esse cenário elevou a atenção dos agentes para possíveis impactos na produtividade futura”, diz a consultoria.
Os analistas da Grão Direto reforçam que essa semana deve ser marcada pelo clima no Cone Sul. “Com quebras significativas para o milho verão em partes do Rio Grande do Sul devido ao bloqueio atmosférico e calor, o mercado doméstico deve manter um prêmio de risco elevado. O produtor precisa acompanhar se o retorno das chuvas será suficiente para salvar as áreas da safrinha ou se o déficit hídrico continuará se expandindo para o Centro-Oeste".
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 71,85 com queda de 0,61%, o maio/26 valeu R$ 71,51 com perda de 0,29%, o julho/26 foi negociado por R$ 69,80 com elevação de 1% e o setembro/26 teve valor de R$ 69,72 com alta de 0,98%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho oscilou entre ganhos e perdas neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização nas praças de Castro/PR e Machado/MG, além de encontrar valorizações em Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Cândido Mota/SP.