Em dia de realização de lucros, preços futuros do milho recuam na B3 e em Chicago
A quarta-feira (4) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, essa quarta-feira foi de mercado mais na defensiva, com o petróleo mais na calmaria e muitos investidores liquidando posições para fazer lucros.
“Foi aquele dia de movimentos técnicos para fazer lucros. As altas dos fretes marítimos também ajudam a pressionar Chicago, mas é um fator momentâneo”, afirma.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,31 com queda de 2,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,43 com desvalorização de 2,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,53 com baixa de 2 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,55 com perda de 1,50 ponto.
Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última terça-feira (3), de 0,58% para o março/26, de 0,62% para o maio/26, de 0,44% para o julho/26 e de 0,33% para o setembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também registraram movimentações negativas ao longo desta quarta-feira.
De acordo com Brandalizze, esse foi um pregão de realização de lucros após as fortes valorizações registradas na B3 nos últimos dias. Outro fator que influenciou nas perdas foi o recuo do dólar ante ao real.
“Isso é o reflexo do investidor fazendo lucros, mas a B3 ainda vai se sustentando bem. Os preços estão acima de R$ 72,00 nos curtos e acima dos R$ 70,00 nos longos, mas com folego para continuar evoluindo”, aponta o analista.
Confira como ficaram todos os vencimentos nesta quarta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 71,66 com desvalorização de 1,16%, o maio/26 valeu por R$ 72,68 com baixa de 0,07%, o julho/26 foi negociado por R$ 70,24 com queda de 0,54% e setembro/26 teve valor de R$ 70,25 com perda de 0,50%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também recuou neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Porto de Santos/SP.