Futuros do milho têm valorização de até 4,3% em semana com foco no petróleo, dólar e atraso da safrinha
A sexta-feira (6) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando valorizações de até 3,5% ao longo da semana.
A analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, Yedda Monteiro, apontou que, apesar de alguns fundamentos negativos como o aumento dos estoques e de área para a próxima safra dos Estados Unidos, o mercado foi puxado pelas fortes valorizações do petróleo.
“Tivemos altas históricas nos últimos dias para as commodities energéticas, especialmente o petróleo, e isso acaba respingando em soja e milho pela competitividade de outros combustíveis como o biodiesel e o etanol”, explica.
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O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,47 com elevação de 5,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,60 com ganho de 7 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,71 com valorização de 8,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,72 com alta de 7,75 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (5), de 1,25% para o março/26, de 1,54% para o maio/26, de 1,78% para o julho/26 e de 1,67% para o setembro/26.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 1,88% para o março/26, de 2,68% para o maio/26, de 3,29% para o julho/26 e de 3,57% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (27).
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a sexta-feira também foi de movimentações positivas para os preços futuros do milho, que terminaram a semana acumulando altas de até 4,3%.
De acordo com a analista da Biond Agro, as altas de Chicago e a valorização do dólar ante ao real, ao longo dessa semana, influenciaram positivamente nas cotações da B3. Além disso, o atraso no plantio da segunda safra brasileira também ajudou a impulsionar os preços brasileiros.
“Estamos em um momento crítica para a safrinha, com a janela ideal já praticamente encerrada. A cada momento que a gente comprime mais essa janela com o plantio que ainda está acontecendo acaba trazendo mais receio do que pode acontecer pensando em mapas climáticos, desenvolvimento das lavouras em março e abril e produtividade”, diz Monteiro.
Nesse cenário, a analista destaca que podem aparecer boas oportunidades de comercialização para o produtor brasileiro, que ainda está lento nas negociações. “Em geral ele está mais concentrado em plantio e colheita, o que acaba tirando do mercado de milho. Além disso, acaba se focando mais na soja, já que a o grosso da safra começa neste momento com boas oportunidades de venda. No entanto, a gente vê um ambiente de sustentação nas commodities como um todo e o milho é uma delas".
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 72,30 com alta de 0,49%, maio/26 valeu R$ 74,83 com valorização de 2,18%, o julho/26 foi negociado por R$ 70,95 com elevação de 0,92% e o setembro/26 teve valor de R$ 70,97 com ganho de 0,88%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorizações de 0,01% para o março/26, de 4,34% para o março/26, de 2,66% para o julho/26 e de 2,80% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (27).
No mercado interno brasileiro o preço da saca de milho também subiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.