Cotações do milho fecham semana volátil em Chicago com mercado de olho no Oriente Médio

Publicado em 27/03/2026 16:47
B3 segue lateralizada com foco do produtor ainda na soja

A sexta-feira (27) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT), acumulando também leves quedas semanais. 

Segundo a análise de Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o mercado internacional de milho segue com alta volatilidade, acompanhando as incertezas geradas pelos conflitos no Oriente Médio e pelas fortes flutuações registradas pelo petróleo, principal comodity afetada pela guerra. 

Para o analista, daqui para frente o mercado vai seguir com esse olhar para o Irã, mas também vai começar a dar mais atenção para a próxima safra dos Estados Unidos. Na próxima terça-feira (31), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar novo relatório indicando área de plantio nos EUA, com expectativa de redução para o milho e aumento para a soja. 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,62 com desvalorização de 5 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,73 com perda de 4,50 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,76 com baixa de 4 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,90 com queda de 4,25 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (26), de 1,07% para o maio/26, de 0,94% para o julho/26, de 0,83% para o setembro/26 e de 0,86% para o dezembro/26. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram baixas de 0,75% para o maioq26, de 0,53% para o julho/26, de 0,31% para o setembro/26 e de 0,10% para o dezembro/26, no comparativo com o fechamento da última sexta-feira (20). 

Mercado Interno 

Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) finalizaram a sexta-feira com movimentações positivas e acumularam pequenas elevações ao longo da semana. 

De acordo com Rafael, o momento é de movimentações mais lateralizadas no Brasil, já que o foco do produtor está na colheita e comercialização da soja, sem haver pressão de vendas. Do outro lado, os compradores estão abastecidos e também não exercem pressão de compra. 

Na visão do analista, daqui para frente o foco passa a se voltar cada vez mais para o desenvolvimento da segunda safra de milho do Brasil, que teve plantio atrasado e agora enfrenta dúvidas sobre o real potencial produtivo. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 72,17 com alta de 0,17%, o julho/26 valeu R$ 71,32 com ganho de 0,38%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,86 com valorização de 0,50% e o janeiro/27 teve valor de R$ 75,60 com elevação de 0,28%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 0,25% para o maio/26, de 0,54% para o julho/26, de 0,64% para o setembro/26 e de 0,75% para o janeiro/27. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve movimentações levemente positivas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Sorriso/MT, Maracaju/MS e Campo Grande/MS, com desvalorização somente em Castro/PR. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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