Cotação do milho sobe até 2% na B3 nesta 2ªfeira e Brandalizze acredita em janeiro/27 passando dos R$ 80,00
A segunda-feira (30) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise de Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, as quedas do pregão de hoje vieram em um movimento de compra e venda de posições por parte dos investidores da CBOT.
“Com trigo e soja em alta nessa segunda-feira, o investir acabou vendendo as posições do milho”, explica Brandalizze.
O analista ainda destaca que, apesar desse recuou de hoje, o cenário segue sendo positivo para o cereal. “Na sexta-feira, o novo programa de mistura de combustíveis nos Estados Unidos apontou que o uso de etanol vai se manter muito parecido, mas colocaram que entre 1 e 20 de maio a mistura de etanol na gasolina vai subir de 10% (E10) para 15% (E15)”.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,55 com desvalorização de 6,25 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,67 com baixa de 6 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,70 com perda de 6,25 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,84 com queda de 6,25 pontos.
Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (27), de 1,35% para o maio/26, de 1,27% para o julho/26, de 1,31% para o setembro/26 e de 1,27% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Já na B3, os preços futuros do milho encerraram as atividades desta segunda-feira com movimentações positivas sendo registradas.
De acordo com Vlamir Brandalizze, o milho no Brasil segue com patamar de preços barato, o que estimula a compra de consumidores neste momento.
“Vai subir mais ainda porque temos uma oferta e demanda muito limitada nesse ano. A safrinha está no campo e temo muito da safrinha plantada muito tarde, o que é um fator importante de limitação de potencial produtivo e temos uma área menor do que o prevista. Ao mesmo tempo, o Brasil é grande exportador de milho e grande consumidor interno com o etanol crescendo muito e as rações batendo recorde”, diz o analista.
Brandalizze ainda aponta que a tendência é de novas valorizações para as posições da B3. “Vai precisar de muito milho nesse ano e a B3 segue no caminho certo, é um mercado positivo e com fôlego para mais altas. Esse vencimento janeiro/27, provavelmente, vamos ver ele bater os R$ 80,00 e nesse patamar ele ainda é viável para etanol e ração, o que traz apelo positivo”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 73,70 com valorização de 2,12%, o julho/26 valeu R$ 72,51 com elevação de 1,67%, o setembro/26 foi negociado por R$ 72,93 com ganho de 1,49% e o janeiro/27 teve valor de R$ 76,77 com alta de 1,55%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorizações apenas em Rio do Sul/SC.