Cotações do milho da B3 caem até 2% nesta quarta-feira com pressão do internacional, dólar e safra de verão

Publicado em 01/04/2026 16:49
Chicago também perdeu acompanhando soja, trigo e petróleo

A quarta-feira (1) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

As cotações do cereal norte-americano recuaram neste primeiro pregão de abril seguindo a força negativa de soja, trigo e petróleo, que influenciaram negativamente também no milho. 

“A desvalorização do petróleo, em meio a sinais de menor tensão no Oriente Médio, pressionaram todos os grãos”, destacam os analistas da Agrinvest. 

Na visão de Bruce Blyhte, analista do site internacional Farm Futures, os preços futuros do milho podem intensificar ainda mais esses movimentos negativos daqui para frente. “Os contratos futuros de dezembro parecem estar em risco de novas quedas após romperem uma linha de tendência de alta traçada a partir das mínimas de janeiro, e uma queda abaixo das mínimas de terça-feira (US$ 4,7865 para dezembro) pode levar os vendedores a mirar as áreas de US$ 4,73 e US$ 4,70, próximas às mínimas de meados de março.” 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,54 com desvalorização de 3,50 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,65 com perda de 3,25 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,67 com baixa de 3 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,81 com queda de 3 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira (31), de 0,76% para o maio/26, de 0,69% para o julho/26, de 0,64% para o setembro/26 e de 0,62% para o dezembro/26. 

Mercado Interno 

Os preços futuros do milho também tiveram movimentações negativas registradas na Bolsa Brasileira (B3) nesta quarta-feira. 

De acordo com a análise da Agrinvest, com a continuação do rally do real frente ao dólar, há um movimento de contínuas realizações de lucros nos futuros do milho na B3. A queda do milho e trigo em Chicago também geram pressão adicional. 

“Apesar disso, o mercado continua acompanhando o desenvolvimento inicial do milho safrinha, aguardando a confirmação de uma eventual redução de área, já que alguns estados enfrentaram perda da janela ideal de plantio”, ponderam os analistas. 

“Por outro lado, a entrada da oferta da safra de verão ainda mantém o mercado acomodado em termos de oferta neste momento”, acrescenta a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 71,32 com desvalorização de 2,17%, o julho/26 valeu R$ 71,30 com perda de 1,52%, o setembro/26 foi negociado por R$ 72,05 com baixa de 1,14% e o janeiro/27 teve valor de R$ 75,92 com queda de 1,02%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve mais perdas do que ganhos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações somente em Nonoai/RS e Sorriso/MT. Já as desvalorizações apareceram em Jataí/GO, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS, Itapetininga/SP e Campinas/SP. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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