Milho segue recuando na B3 nesta 2ª feira, ainda pressionado por câmbio e safrinha
As baixas do milho na B3 continuam na sessão desta segunda-feira (13) e, por volta de 14h (horário de Brasília), variavam de 0,01% a 0,9% nas posições mais negociadas. Assim, o maio tinha R$ 67,65 e o setembro, R$ 69,26 por saca.
O mercado vinha pressionado ainda por uma combinação de fatores. O avanço do plantio da segunda safra de milho no Brasil, a melhora das condições do clima em parte das principais regiões produtoras e o dólar enfraquecido - que já testa patamares levemente abaixo dos R$ 5,00 - pesam sobre as cotações no cenário nacional.
Perto de 14h05 (Brasília), a moeda americana perdia 0,3% para valer R$ 5,00, mas pouco antes tinha US$ 4,98.
Além disso, os futuros sentem também a reta final da colheita da safra de verão do milho e a chegada desta oferta ao mercado, em um momento em que a demanda é presente, porém, estando um pouco mais contida.
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, ao contrário da B3, as cotações sobem e registram pequenos ganhos de 2,50 a 3,25 pontos nas posições mais negocias. O maio valia US$ 4,44 por bushel, enquanto o julho tinha US$ 4,54.
O mercado também segue de olho na movimentação cambial, nas notícias vindas do Oriente Médio - e no recente bloqueio militar do estreito de Ormuz pelos EUA depois da falta de avanço das negociações com o Irã na reunião do último sábado (11) no Paquistão - e no avanço intenso que o trigo marca nesta segunda-feira.
Os futuros do grão subiam mais de 2,5%, ajudando, portanto, a dar suporte aos ganhos observados no milho nesta tarde de segunda-feira.