Milho fecha em baixa na Bolsa de Chicago; B3 também cede com pressão da safrinha
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Os preços do milho registraram um novo dia de baixas nas bolsas nesta segunda-feira. Os futuros do cereal caíram tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago, mesmo diante de novas e fortes altas do petróleo.
"Apesar da recuperação do petróleo hoje, os mercados de grãos parecem estar superando o conflito no Oriente Médio. O prêmio de guerra praticamente desapareceu e os especuladores estão reduzindo rapidamente suas apostas de alta. Fundos de investimento venderam pesadamente contratos futuros de milho na semana passada, mas ainda mantêm uma grande posição comprada líquida", afirmam analistas internacionais do portal Farm Progress.
Na CBOT, os preços perderam de 2,25 a 2,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 4,44 e o setembro a US$ 4,53 por bushel.
O mercado recuou durante todo o dia, alongando as perdas registradas na últimas semanas e também refletindo o bom andamento da nova safra dos Estados Unidos. O plantio está na reta final, os campos se desenvolvem bem e as condições climáticas são bastante favoráveis para o caminhar da temporada 2026/27.
"Com o plantio praticamente concluído, as temperaturas elevadas esperadas em todo o Meio-Oeste durante a primeira quinzena de junho devem acelerar o desenvolvimento das lavouras e, por outro lado, as chuvas são muito aguardadas esta semana na região oeste do Cinturão do Milho, onde o tempo está mais seco. Mas, as previsões estendidas indicam uma melhora nas chances de precipitações ao longo dos próximos 15 dias", complementam os especialistas norte-americanos.
BAIXAS TAMBÉM NA B3
Os futuros do milho negociados na B3 também seguiram recuando nesta segunda-feira (1), refletindo o avanço da colheita da safrinha no Brasil. O mercado tem estado pressionado com a chegada não só da nova oferta, mas também de uma demanda mais retraída neste momento, o que deixa a liquidez bastante contida agora.
"A colheita da safrinha 2026 de milho chegou na quinta-feira (28) a 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 0,9% uma semana antes e 1,3% um ano atrás", informa a AgRural neste início de semana. Mato Grosso lidera os trabalhos de campo, seguido pelo Paraná, mas ainda de forma pontual.
Os trabalhos de campo deverão ganhar mais tração nas próximas semanas e, em algumas regiões as lavouras estao ainda concluindo seus ciclos de produção, contando com condições de clima adequadas e com ainda a possibilidade de reajustes no tamanho da produção.
Nesta segunda-feira, a StoneX trouxe um leve ajuste em sua estimativa para a segunda safra, de 106,15 para 106 milhões de toneladas. Confirmado este número, a produção nacional poderia apresentar uma diminuição de 5,4% em relação a safra do ano passado. "Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade", afirmou a consultoria em relatório.
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