Futuros do milho na B3 recuaram quase 2% nesta segunda-feira em correção após últimos ganhos
A segunda-feira (8) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações no campo misto da Bolsa de Chicago (CBOT), com as principais cotações flutuando pouco ao longo do pregão.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços fecharam a sessão de segunda-feira com resultados mistos, após passarem parte do dia testando ganhos modestos. “A liquidação de fundos continua sendo problemática e gerando muitos obstáculos. Os investidores também estão cautelosos com o potencial de uma safra de 16 bilhões de bushels nesta temporada”.
A análise da Agrinvest acrescenta que o milho acompanhou parte do movimento de alta do trigo, que subiu após seis sessões de quedas consecutivas, mas segue com o clima para as lavouras dos Estados Unidos limitando qualquer ganho potencial.
“O mercado aguarda a atualização do Crop Progress, com expectativa de manutenção das ótimas condições de lavoura nos EUA. O clima segue favorável e reforça a perspectiva de mais uma safra com elevada produtividade, limitando movimentos mais fortes de alta”, avaliam os analistas.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,18 com alta de 1,25 ponto, o setembro/26 valeu US$ 4,27 com elevação de 0,50 ponto, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,46 com estabilidade e o março/27 teve valor de US$ 4,60 com perda de 0,75 ponto.
Esses índices representam ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira (5), de 0,30% para o julho/26 e de 0,12% para o setembro/26, além de estabilidade para o dezembro/26 e baixa de 0,16% para o março/27.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), a segunda-feira foi de movimentações negativas para os preços futuros do milho, que recuaram até 1,9%.
De acordo com os analistas da Agrinvest, depois de duas sessões de alta na semana passada, impulsionado pelo rally do dólar, os futuros do milho trabalharam em correção com recuos próximos de 1%.
“Os programas de exportação seguem bastante abertos nos portos do Sul para a janela Outubro-Novembro-Dezembro, refletindo uma demanda internacional ainda limitada. A maior competitividade da Argentina nas janelas curtas vem retirando espaço brasileiro, principalmente nas demandas da Ásia”, destaca a consultoria.
Números divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que as exportações brasileiras de milho começaram o mês de junho com média acima do registrado no mesmo mês do ano passado. a média diária foi de 31.515,4 toneladas, frente às 18.476,7 toneladas diárias registradas em junho de 2025, avanço de 70,6%.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 65,50 com baixa de 1,13%, o setembro/26 valeu R$ 67,49 com desvalorização de 1,90%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,38 com queda de 1,24% e o março/27 teve valor de R$ 75,39 com perda de 0,54%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também caiu neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente no Porto de Paranaguá/PR. Já as desvalorizações apareceram em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Rio Verde/GO, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.