Futuros do milho da B3 recuam nesta sexta-feira com colheita, mas acumulam ganhos semanais impulsionados pelo dólar
A sexta-feira (26) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando perdas também no acumulado semanal.
Segundo a análise de Donalvam Maia, CEO da Fox Grãos, o que está dominando o mercado internacional neste momento é o acompanhamento do desenvolvimento das lavouras da nova safra dos Estados Unidos.
Até aqui, o clima está se mantendo positivo para as plantas, que se desenvolvem bem e sustentam as expectativas de uma grande colheita de milho nos EUA em 2026. Sendo assim, o analista aponta que a tendência é de que as cotações sigam pressionadas na CBOT.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,12 com baixa de 2 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,21 com desvalorização de 2,50 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,41 com queda de 1,50 ponto e o março/27 teve valor de US$ 4,56 com queda de 1 ponto.
Esses índices representaram queda, com relação ao fechamento da última quinta-feira (25), de 0,48% para o julho/26, de 0,59% para o setembro/26, de 0,34% para o dezembro/26 e de 0,22% para o março/26.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram baixas de 1,14% para o julho/26, de 0,82% para o setembro/26, de 0,56% para o dezembro/26 e de 0,27% para o março/27, no comparativo com o fechamento da última quinta-feira (18).
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram as atividades desta sexta-feira contabilizando movimentações negativas.
De acordo com Maia, o mercado brasileiro está passando por um momento de pressão sazonal com os trabalhos de colheita começando a ganhar ritmo em diversas regiões produtoras do país, com produtividades que segue positivas na maior parte dos estados.
O analista ressalta que existem regiões que enfrentaram dificuldades climáticas ao longo do ciclo e devem ter perdas robustas na produtividade, porém esse volume ainda é insuficiente para trazer suporte ao mercado.
Do ponto de vista da demanda, Maia avalia que o consumo interno no Brasil deve se manter aquecido ao longo do segundo semestre de 2026, com as indústrias de ração e etanol buscando grandes volumes do cereal. Por outro lado, as exportações ainda são incertezas devido as flutuações do dólar e da competitividade de outras originações.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,29 com baixa de 0,42%, o setembro/26 valeu R$ 68,00 com estabilidade, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,55 com queda de 0,10% e o março/27 teve valor de R$ 74,95 com perda de 0,29%.
No comparativo semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram elevações de 0,59% para o julho/26, de 1,80% para o setembro/26 e de 0,57% para o dezembro/26, além de baixa de 0,12% para o março/27, no comparativo ao fechamento da última sexta-feira (19).
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou altos e baixos neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização em Sorriso/MT, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS e Campo Grande/MS. Já as valorizações foram percebidas em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.