Milho fecha a sexta-feira com B3 em campo misto, mas acumula perdas de até 1,6% ao longo da semana

Publicado em 07/08/2026 16:45
Chicago terminou o pregão sem movimentações e teve leves recuos semanais

A sexta-feira (7) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando apenas leves recuos semanais para as principais posições. 

A análise da Agrinvest destaca o fato de as cotações do milho terem encerrado praticamente no zero a zero nesta sexta-feira e também nas movimentações acumuladas ao longo da semana. 

“A volatilidade dos cereais segue intensa, tanto pelos conflitos no Oriente Médio quanto pelas tensões no Mar Negro. Além disso, as condições da safra europeia não estão nada boas. As condições de milho na França caíram pela oitava semana consecutiva, alcançando pouco mais de 31% em boas ou excelentes. Dessa forma, o milho trabalhou em campo positivo na Euronext”, destacam os analistas. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,39 com estabilidade, o dezembro/26 valeu US$ 4,62 com estabilidade, o março/27 foi negociado por US$ 4,77 com alta de 0,25 ponto e o maio/27 teve valor de US$ 4,86 com elevação de 0,25 ponto. 

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (6), de 0,05% para o março/27 e para o maio/27, além de estabilidade para o setembro/26 e para o dezembro/26. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram quedas de 0,40% para o setembro/26, de 0,43% para o dezembro/26, de 0,42% para o março/27 e de 0,41% para o maio/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (31). 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a sexta-feira terminou com resultados em campo misto e bastante próximos da estabilidade para os preços futuros do milho, que ainda fecharam a semana acumulando desvalorizações.

De acordo com os analistas da Agrinvest, esse foi um dia de movimentações divididas, com os vencimentos mais curtos operando em alta, enquanto os mais longos foram pressionados, repercutindo a maior disponibilidade de oferta conforme a colheita avança no Brasil. 

“Ao longo da semana a B3 oscilou acompanhando Chicago, mas o dólar valorizado ajudou a limitar as perdas”, diz a consultoria. 

Já para o mercado físico, os analistas apontam que liquidez permaneceu próxima à da semana passada. “Mesmo com a pressão sazonal da oferta, os baixos estoques globais seguem dando suporte ao mercado, mantendo as atenções voltadas ao desempenho das exportações nas próximas semanas.” 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 68,60 com alta de 0,56%, o janeiro/27 valeu R$ 76,71 com queda de 0,18%, o março/27 foi negociado por R$ 77,92 com perda de 0,10% e o0 maio/27 teve valor de R$ 76,51 com baixa de 0,64%, 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram desvalorizações de 0,58% para o setembro/26, de 0,75% para o janeiro/27, de 1,37% para o março/27 e de 1,67% para o maio/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (31). 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho subiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Jataí/GO e Rio Verde/GO. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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