Comissão de Agricultura da Câmara aprova projeto que incentiva tecnologias para reduzir riscos agroclimáticos

Publicado em 28/08/2024 17:59
Para o deputado Pezenti, a adoção dessas tecnologias garante não apenas a continuidade das atividades no campo, mas também assegura a oferta de alimentos à população

Com o objetivo de estimular a adoção de tecnologias que reduzam os impactos de eventos climáticos adversos na agricultura, foi aprovado na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR), nesta quarta-feira (28), o relatório do deputado Tião Medeiros (PP-PR) referente ao Projeto de Lei 968/2024, de autoria do deputado Pezenti (MDB-SC).

A proposta cria o programa de incentivo à adoção de tecnologias que visam reduzir os riscos agroclimáticos, para tornar a agricultura brasileira mais resiliente às mudanças climáticas, como secas, enchentes, geadas e outras condições extremas que podem causar perdas significativas na produção agrícola. Esses eventos climáticos extremos representam grandes desafios para os produtores rurais, afetando diretamente a produtividade agrícola e, consequentemente, a segurança alimentar do país.

O texto propõe que o Poder Executivo disponibilize uma linha de crédito subsidiada para financiar tecnologias que reduzam os riscos agroclimáticos, com subsídios de até 60%, semelhante ao seguro agrícola. A linha de crédito incluirá limites adequados, taxas de juros competitivas e prazos flexíveis para pagamento e carência, viabilizando investimentos em tecnologias recomendadas pela pesquisa agropecuária oficial, como irrigação, drenagem e proteção de cultivos. O programa contará com recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Pronaf e do Orçamento Geral da União, garantindo suporte financeiro robusto e direcionado.

De acordo com o autor do projeto, deputado Pezenti, a criação de um programa específico para o incentivo a essas tecnologias é fundamental para a modernização do setor agrícola, tornando-o mais competitivo e preparado para enfrentar as mudanças climáticas. “A adoção dessas tecnologias garante não apenas a continuidade das atividades no campo, mas também assegura a oferta de alimentos à população, promovendo a sustentabilidade do setor”, afirmou.

“A gente precisa investir na prevenção de catástrofes meteorológicas. As intempéries em alguns casos podem ser prevenidas e o governo precisa incentivar essa prevenção. Propus que o governo disponibilize uma linha de crédito subsidiada para financiar essas tecnologias. Essa ideia partiu dos produtores com quem converso sistematicamente,” explicou Pezenti.

O relator do projeto, deputado Tião Medeiros, destacou que a modernização já faz parte do vocabulário do agronegócio brasileiro. O setor já vem se modernizando para produzir com sustentabilidade, dentro de um cenário desafiador, com fenômenos climáticos extremos em todo o país. “O agro precisa adotar tecnologias que ajudem os produtores rurais a saírem da zona de vulnerabilidade e estarem melhor preparados aos desafios que a natureza impõe. Estas mudanças precisam acontecer com o incentivo do poder público”, disse. 

O deputado Evair de Melo (PP-ES), presidente da Comissão de Agricultura, ressaltou que o projeto constrói uma janela de esperança para os produtores rurais. “Precisamos nos pautar na tecnologia que é tão essencial para poder manter a produtividade e levar renda, principalmente para os nossos pequenos agricultores.”

O projeto segue para apreciação conclusiva nas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte: FPA

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Possível alta do IOF para reforçar caixa do governo leva FPA a reagir em defesa do setor produtivo
Lei amplia garantias para financiamentos do Pronaf
Mapa discute demandas do setor orizícola do Rio Grande do Sul com entidades instituições financeiras
Comissão de Relações Exteriores aprova proposta de proteção ao consumidor do Mercosul
Setor produtivo entrega à Coalizão de Frentes manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil
Aprosoja MS: Nova lei reduz incentivos fiscais federais e pode elevar custos para produtores rurais a partir de 2026