Isenção de ITR vai beneficiar propriedades rurais com brigadas de incêndio florestal

Publicado em 15/08/2025 11:01
Proposta incentiva ações privadas de prevenção e combate ao fogo, especialmente em biomas vulneráveis como o Pantanal

Propriedades rurais que mantêm brigada florestal própria para combate a incêndios poderão ficar isentas do pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A medida, prevista no Projeto de Lei 637/21, foi aprovada nesta quarta-feira (13) na Câmara dos Deputados e altera a Lei nº 9.393/1996.

A proposta, de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), estabelece que a brigada deve estar devidamente cadastrada e aprovada conforme a Lei nº 14.944/2024, que criou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O benefício será concedido apenas a imóveis em situação regular junto à Receita Federal, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Medeiros ressaltou que a iniciativa utiliza a isenção tributária como instrumento de política ambiental, estimulando boas práticas de preservação e combate ao fogo em uma “parceria público-privada em que todos ganham”.

O relator, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), destacou que incêndios florestais vêm crescendo no Brasil, com impacto severo no Pantanal nos últimos anos. Segundo levantamento de 2023, propriedades pantaneiras com brigadas próprias conseguiram reduzir em até 90% a área atingida pelas chamas. Para Nogueira, “reconhecer e apoiar essas iniciativas é um avanço importante na prevenção e no combate a incêndios, com resultados imediatos”.

O substitutivo do relator também simplifica o processo de aprovação das brigadas, eliminando a exigência de autorização prévia do Ministério do Meio Ambiente. Agora, o cadastro e a aprovação serão feitos diretamente pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado, conforme o § 2º do art. 11 da Lei nº 14.944/2024.

O projeto segue para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Fonte: Agência FPA

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Possível alta do IOF para reforçar caixa do governo leva FPA a reagir em defesa do setor produtivo
Lei amplia garantias para financiamentos do Pronaf
Mapa discute demandas do setor orizícola do Rio Grande do Sul com entidades instituições financeiras
Comissão de Relações Exteriores aprova proposta de proteção ao consumidor do Mercosul
Setor produtivo entrega à Coalizão de Frentes manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil
Aprosoja MS: Nova lei reduz incentivos fiscais federais e pode elevar custos para produtores rurais a partir de 2026