Consumo de energia no Brasil fica estável em janeiro após 2 meses de queda, diz CCEE

Publicado em 22/02/2023 15:13

SÃO PAULO (Reuters) - O consumo de energia elétrica no Brasil se manteve estável em janeiro na comparação com igual período de 2022, revertendo a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores, segundo dados prévios divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nesta quarta-feira.

 

 

O mercado livre, no qual indústria e grandes empresas contratam seu fornecimento de energia, mostrou leve recuperação no primeiro mês de 2023, ajudando a evitar uma queda do consumo nacional. A demanda do segmento cresceu 1,8% no comparativo anual, puxada principalmente pelos setores de extração de minerais metálicos (10%) e metalurgia e produtos de metal (6%).

Já o mercado regulado, que atende residências e pequenas empresas, seguiu pelo terceiro mês consecutivo em queda, desta vez com uma leve redução de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a CCEE, a retração no ambiente regulado, que responde por mais de 60% do consumo nacional de energia, está associada principalmente ao crescimento da geração distribuída, ou seja, painéis solares instalados em residências e empresas, que diminuem a demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Pelos cálculos da instituição, excluindo o efeito da geração distribuída, o consumo de energia no ambiente regulado teria crescido 2,0% na comparação com janeiro do ano passado.

Atualmente, a geração distribuída de energia soma 17 gigawatts (GW) de potência no Brasil, tendo se tornado a principal propulsora da fonte solar no país.

GERAÇÃO DE ENERGIA

Em janeiro as hidrelétricas mantiveram papel de destaque no fornecimento de energia, com produção de 54.873 megawatts médios, volume 4,5% maior na comparação com o mesmo período do ano passado. Consequentemente, as termelétricas reduziram sua geração em quase 45%, a cerca de 6.000 megawatts médios, enquanto a fonte solar produziu 70% mais eletricidade e a eólica avançou perto de 40%. 

A CCEE destacou ainda que o período favorável para geração de energia elétrica permitiu ao Brasil exportar 1.133 megawatts médios para a Argentina em janeiro. Foi realizada a primeira exportação comercial de eletricidade ao país vizinho a partir de excedentes hidrelétricos, após o armazenamento das usinas terminarem o mês nas melhores condições dos últimos 11 anos.

 

(Por Letícia Fucuchima)

Fonte: Reuters

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