Júri dos EUA condena Trump por abuso sexual da escritora E. Jean Carroll

Publicado em 09/05/2023 16:45

Por Jack Queen e Luc Cohen

 

 

NOVA YORK (Reuters) - Donald Trump abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll na década de 1990 e depois a difamou ao rotulá-la de mentirosa, decidiram jurados nesta terça-feira, impondo ao ex-presidente dos Estados Unidos um revés em sua campanha para retornar ao cargo em 2024.

O júri de nove membros do tribunal federal de Manhattan concedeu cerca de 5 milhões de dólares em danos compensatórios e punitivos.

O júri deliberou por pouco menos de três horas, rejeitou a negativa de Trump de ter abusado de Carroll e decidiu a favor dela. Para considerá-lo responsável, o júri de seis homens e três mulheres era obrigado a chegar a um veredicto unânime.

Carroll, de 79 anos, afirmou durante o julgamento civil que Trump, de 76 anos, a estuprou no provador de uma loja de departamentos Bergdorf Goodman em Manhattan em 1995 ou 1996, e depois prejudicou sua reputação ao escrever em um post em outubro de 2022 em sua plataforma Truth Social que as alegações dela eram "uma fraude completa", "uma farsa" e "uma mentira".

Presidente dos EUA de 2017 a 2021, Trump é o favorito nas pesquisas de opinião para a indicação presidencial republicana para a eleição do ano que vem.

(Reportagem de Jack Queen e Luc Cohen em Nova York; Reportagem adicional de Jonathan Stempel e Nathan Layne)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

EUA e Israel planejam bombardear alvos relacionados ao setor energético no Irã, segundo CBS
Dólar fecha estável em sessão com atraso na B3, mas acumula queda de 1,82% no mês
Ibovespa fecha em alta em dia de sessão encurtada por problema técnico
PP anuncia neutralidade na eleição presidencial e dificulta indicação de Tereza Cristina para vice de Flávio
Trump diz que campanha sobre TPI tem como objetivo defender Netanyahu, e não a si mesmo
Taxas dos DIs têm altas leves após abertura em atraso na B3