Companhias aéreas cobram governo e Petrobras por queda de preços de combustíveis

Publicado em 11/12/2023 13:10

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) - A associação internacional de companhias aéreas Iata pediu ao governo federal e à Petrobras para ajustarem a forma como o combustível de aviação é cobrado no Brasil, classificando os preços do querosene de aviação como "excessivamente altos".

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) afirmou em comunicado nesta segunda-feira que os preços locais “não refletem a realidade de um país produtor de petróleo”, acrescentando que são um dos principais desafios enfrentados pelo setor no Brasil.

A Petrobras ajusta os preços do combustível de aviação no início de cada mês com base em fatores que incluem preços globais do petróleo e taxas de câmbio.

“A posição de monopólio da Petrobras e os custos administrativos adicionais cobrados pelo fornecedor resultam em preços de combustível de aviação artificialmente inflacionados”, disse o chefe da Iata nas Américas, Peter Cerda.

Petrobras e Ministério de Minas e Energia não comentaram de imediato.

Os preços dos combustíveis têm sido objeto de reclamação das companhias aéreas locais, com o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, dizendo no mês passado que o Brasil tinha "o combustível mais caro do mundo".

O combustível de aviação representa cerca de 40% dos custos totais de uma companhia aérea no Brasil, enquanto a média global é de 30% "em um momento de preços excepcionalmente altos em todo o mundo", segundo a Iata.

O grupo também reclamou dos ​​impostos cobrados sobre o querosene no Brasil, dizendo que eles “impactam ainda mais negativamente a competitividade do setor”.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Wall Street sobe após Trump adiar ataques a usinas de energia do Irã
Petróleo cai 11% com negociações entre EUA e Irã para resolver hostilidades no Oriente Médio
Dólar fecha abaixo dos R$5,25 após Trump citar negociações entre EUA e Irã
Ibovespa avança mais de 3% após Trump citar conversas produtivas com Irã
Trump diz que EUA têm "importantes pontos de concordância" em negociações com Irã
Jovem Pan: PGR defende que Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar