China cogita acordo comercial com UE anos após pacto de investimento ter sido congelado

Publicado em 06/11/2025 08:52

 

PEQUIM (Reuters) - O Ministério do Comércio da China sinalizou na quinta-feira novas perspectivas para um acordo comercial ou de investimento com a União Europeia, levantando a ideia de negociações para um acordo semelhante a um pacto de investimento histórico cuja ratificação foi congelada em 2021.

"A China está disposta a aprofundar a cooperação mutuamente benéfica com a UE e explorar a possibilidade de negociar vários acordos econômicos e comerciais, incluindo acordos de investimento", disse um porta-voz do Ministério do Comércio quando perguntado se Pequim planejava reiniciar as negociações sobre o Acordo Abrangente de Investimento UE-China.

"A China e a União Europeia compartilham amplos interesses em comum e há áreas significativas para cooperação nos setores econômico e comercial", afirmou He Yadong, acrescentando que Pequim notou a recente série de acordos de livre comércio de Bruxelas e seu aparente impulso para diversificar as exportações.

As tensões comerciais aumentaram entre Pequim e Bruxelas depois que a Comissão Europeia, que lida com a política comercial do bloco de 27 países, lançou uma investigação sobre veículos elétricos fabricados na China que resultou na imposição de tarifas de até 45,3% em outubro passado.

No entanto, a ofensiva tarifária global do presidente dos EUA, Donald Trump, no último ano, fez com que a segunda e a terceira maiores economias do mundo se alinhassem mais.

O ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, disse à Reuters na quarta-feira que havia discutido com o principal diplomata da China, Wang Yi, um acordo de livre comércio UE-China "muito importante" que era diferente do acordo de investimento (CAI) UE-China, mas acrescentou que o apoio da China à Rússia poderia retardar sua conclusão.

Desde que as negociações do CAI UE-China foram paralisadas, a UE concluiu um acordo de livre comércio com a Nova Zelândia e acordos avançados com o Quênia e o Chile, enquanto a China assinou um pacto atualizado com a Associação das Nações do Sudeste Asiático.

(Reportagem de Joe Cash)

Fonte: Reuters

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