Minério de ferro recua com dados de vendas fracas de automóveis na China

Publicado em 12/02/2026 09:55 e atualizado em 12/02/2026 10:28

Logotipo Reuters

Por Ruth Chai

CINGAPURA, 12 Fev (Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro foram negociados em baixa nesta quinta-feira, com a queda nas vendas de automóveis e dados decepcionantes sobre consumo na China reforçando os sinais de fraqueza na demanda interna do maior consumidor mundial de aço.

O contrato de minério de ferro mais negociado para maio na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE) caiu 0,2%, a 762 iuanes (US$110,40) por tonelada .

O contrato de referência de minério de ferro para março na Bolsa de Cingapura recuava 0,35%, a US$99,6 por tonelada.

As vendas de automóveis na China em janeiro caíram no ritmo mais rápido em quase dois anos, à medida que a concorrência se intensificou em um mercado acirrado, onde as montadoras enfrentam o fim dos subsídios governamentais, a redução da demanda e regulamentações mais rígidas.

As vendas no mercado interno caíram 19,5% em relação ao ano anterior, para 1,4 milhão de veículos, a maior queda desde fevereiro de 2024, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Com os problemas do setor imobiliário chinês mostrando poucos sinais de melhora, a demanda por aço mudou em grande parte da construção civil para a manufatura, com os setores automotivo, de eletrodomésticos e de construção naval sendo os que mais crescem dentro da indústria.

Em 2025, a indústria representou cerca de 53% do uso total de aço na China, enquanto a construção civil representava aproxidamente 36%, de acordo com dados da consultoria Mysteel.

O sentimento dos investidores melhorou ligeiramente depois que o banco central da China se comprometeu a oferecer apoio financeiro para impulsionar a demanda interna, já que a supercapitalização industrial e o consumo fraco pesam sobre a confiança das empresas e prejudicam as perspectivas de crescimento.

No entanto, uma série de dados preocupantes sobre o consumo divulgados na quarta-feira destacou a fraca demanda arraigada na segunda maior economia do mundo.

O índice de preços ao consumidor (IPC) aumentou 0,2% em relação ao ano anterior, abaixo do aumento de 0,4% projetado em uma pesquisa da Reuters, e o índice de preços ao produtor (IPP) caiu 1,4% em relação ao ano anterior, prolongando uma tendência deflacionária que já dura anos e continuando a pesar sobre os lucros das empresas industriais.

(Reportagem de Ruth Chai)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário