Taxas dos DIs têm altas leves ante ajustes da véspera em sessão ainda sem gatilhos

Publicado em 07/11/2025 10:44 e atualizado em 07/11/2025 12:03

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs registram leves altas ante os ajustes da véspera nesta sexta-feira, em uma sessão ainda sem gatilhos fortes para os operadores, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries oscilam próximos da estabilidade.

Às 10h37, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,18%, ante ajuste de 13,148% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,645%, ante o ajuste de 13,621%. O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- mostrava estabilidade, a 4,095%.

Mais cedo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,03% em outubro, ante elevação de 0,36% no mês anterior, em uma queda menor do que a expectativa de agentes do mercado apurada em pesquisa Reuters, de deflação de 0,22%. Com o resultado de outubro, o IGP-DI acumula no ano queda de 1,31% e em 12 meses alta de 0,73%.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 0,25% em setembro frente a agosto, na oitava deflação seguida do setor industrial. No ano, o indicador -- que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete -- acumulou queda de 3,87%, com retração de 0,40% em 12 meses.

No exterior, com o governo norte-americano ainda em paralisação, os dados do relatório payroll sobre o mercado de trabalho dos EUA não serão divulgados nesta sexta-feira.

Assim, os investidores se apegam a dados divulgados mais cedo na China: as exportações do gigante asiático diminuíram 1,1% em outubro, revertendo o aumento de 8,3% registrado em setembro e ficando abaixo da previsão de crescimento de 3,0% em uma pesquisa da Reuters.

Em meio aos atritos comerciais, as exportações chinesas para os EUA caíram 25,17% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações para a União Europeia e para as economias do Sudeste Asiático cresceram apenas 0,9% e 11,0%, respectivamente.

Fonte: Reuters

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