Soja: Mercado inicia mais uma semana em alta na Bolsa de Chicago

Publicado em 27/08/2012 11:32
A soja inicia mais uma semana em alta no mercado internacional. Nesta segunda-feira (27), os futuros da oleaginosa opera em campo positivo apesar da volatilidade. Por volta das 11h (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 6 e 9 pontos. Porém, mais cedo, a commodity já havia registrado ganhos de mais de 15 pontos. 

O principal foco dos investidores continua sendo a delicada situação da oferta mundial de soja. As perspectivas sobre a  disponibilidade da oleaginosa é de um potencial limitado e isso mantém o mercado sustentado, principalmente frente a uma demanda bastante aquecida. 

Segundo analistas de mercado, nesse quadro de demanda aquecida e oferta restrita, os preços deverão continuar subindo como forma de tentar conter a procura pela oleaginosa. No entanto, com as posições de curto prazo todas bem acima de US$ 17 ainda não são vistos sinais de arrefecimento. 

Duas consultorias privadas divulgaram seus levantamentos e apontaram estimativas menores do que o esperado para a safra dos Estados Unidos, o que agrava ainda mais a situação. Segundo números do Crop Tour, da Pro Farmer, a colheita norte-americana de soja deverá totalizar 71 milhões de toneladas (2,6 bilhões de bushels) e a de milho em 266,16 milhões de toneladas (10,478 bilhões de bushels). O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), em contrapartida, estimava 73,26 milhões de toneladas (2,692 bilhões de bushels) e 273,8 milhões de toneladas (10,779 bilhões de bushels), respectivamente. 

"Com os números dessas consultorias, o que se espera são novas altas de preços. A soja deve buscar os US$ 18 no contrato novembro e o milho buscar o objetivo dos US$ 9", disse Bruno Perottoni, analista de mercado da Terra Futuros. 

Além disso, os traders vêm ainda um aumento da participação dos fundos no mercado de grãos, o que também incentiva um alta dos preços. Por outro lado, também aproxima os movimentos de realização de lucros, como explica Perottoni. Porém, reforça a continuidade de fundamentos ainda altistas para os grãos negociados em Chicago. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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