Soja volta a subir em Chicago e, com prêmios fortes no Brasil, preços seguem próximos dos R$ 150 para o disponível nos portos

Publicado em 06/08/2026 17:15
Pedro Vasconcelos - Analista de Mercado Pátria Agronegócios
Mercado se ajusta após baixas intensas esperando pelo USDA, de olho no clima do Corn Belt e monitorando geopolítica. No Brasil, momento segue de oportunidade, principalmente para soja da safra velha.
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Soja volta a subir em Chicago e, com prêmios fortes no Brasil, preços seguem próximos dos R$ 150 para o disponível nos portos

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O mercado de soja apresentou estabilidade durante toda a sessão desta quinta-feira (6) e fechou o dia com leves altas na Bolsa de Chicago. A movimentação refletiu um momento de acomodação dos preços após sessões de alta volatilidade impulsionadas pelo clima norte-americano e pelo cenário geopolítico incerto e conturbado. Para o produtor brasileiro, no entanto, o cenário segue sendo de atenção, com os prêmios de exportação atuando como pilares fundamentais para a sustentação das cotações internas, ainda registrando patamares de mais de 100 centavos de dólar por bushel acima das cotações na CBOT. 

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Pedro Vasconcelos, analista de mercado da Pátria Agronegócios, afirmou que o mercado aguarda com expectativa o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima semana, com a possibilidade de reajuste nas projeções de área plantada nos Estados Unidos, com potencial para um novo aumento na área de soja e um corte na área de milho, o que também deixa os traders cautelosos e mais na defensiva, ajustando suas posições. 

Além disso, o clima no Meio-Oeste americano é mais um fator de atenção e também de volatilidade para as cotações em Chicago. Agosto e setembro são meses definidores para a produtividade nos Estados Unidos, tornando o mercado extremamente sensível a qualquer oscilação nos mapas climáticos. 

NO BRASIL, PREÇOS FIRMES E FORÇA DOS PRÊMIOS

Aqui no Brasil, os prêmios têm sido o principal destaque para a sustentação dos preços, mesmo com Chicago apresentando recuos pontuais. As bases portuárias continuam registrando negócios na casa dos R$ 145 por saca, patamar considerado interessante por Vasconcelos, para que o produtor siga garantindo alguns novos negócios. 

Contudo, o analista sinaliza um ponto de alerta: o ritmo das exportações brasileiras. Embora o volume compromissado para embarque  - de 86,8 milhões de toneladas - ainda seja elevado, ele está 1,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. 

Diante desse cenário, a recomendação para o produtor é de prudência e atenção às oportunidades. Com a expectativa de uma sazonalidade mais negativa para os preços a partir de agosto e setembro, caso as condições climáticas nos EUA se mantenham estáveis, o momento é de aproveitar as janelas de oportunidade para a venda da soja disponível.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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