RS inicia monitoramento de esporos da ferrugem em lavouras de soja

Publicado em 21/12/2021 16:32 e atualizado em 27/12/2021 09:43

A Emater/RS-Ascar, em conjunto com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e instituições de ensino e pesquisa, iniciou em 29 de novembro de 2021 o monitoramento de esporos da ferrugem asiática da soja na safra 2021/2022, ação que integra o Programa Monitora Ferrugem RS e que busca auxiliar os produtores e técnicos no manejo da doença.

Por meio do Programa são feitas leituras semanais, sempre às segundas-feiras, das lâminas instaladas nas lavouras.  A lâmina é enviada a laboratórios das instituições de ensino e pesquisa parceiras para a verificação da presença ou não de esporos. As instalações aconteceram em 29 de novembro e a previsão da retirada é para o dia 28 de março. Haverá monitoramento em toda a safra e é possível visualizar pela página do Programa disponível no site da Emater/RS-Ascar os mapas da ocorrência de esporos e risco climático. Na safra passada, foram instalados 24 coletores em todo o Estado. Para a atual esse número foi ampliado para 46 lavouras de soja monitoradas, em 44 municípios gaúchos. Essa ampliação foi possível com o ingresso da empresa 3tentos.

O engenheiro agrônomo e coordenador da área de culturas e defesa sanitária vegetal da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, destaca que com o Programa é possível contribuir com a racionalização no uso de fungicidas, na redução do impacto ambiental e do custo de produção das lavouras de soja. Dal Prá reforça que também é possível integrar os dados obtidos no monitoramento de esporos com informações relativas às condições meteorológicas, que podem ser utilizadas para a escolha da melhor estratégia de manejo da ferrugem.

Emanuel Carlos Nienow, do município de Não-Me-Toque, que está com a lavoura de soja sendo monitorada, acredita que essa é uma forma de conseguir fazer um planejamento e tratamentos mais assertivos no momento das aplicações dos fungicidas, independentemente se elas são aplicações preventivas ou corretivas. “Fazendo com que o custo-benefício dos tratamentos seja o mais rentável possível para o produtor”, afirma. “Na safra passada, com os dados do coletor de esporos da Emater, podemos ficar mais tranquilos no que se refere à ferrugem asiática. Os dados do coletor nos foram passados semanalmente ajudando e muito na tomada de decisões quanto ao momento e até mesmo o intervalo dos tratamentos na cultura da soja. E este ano tenho o privilégio de acompanhar mais de perto essas informações, pois foi instalado um coletor de esporos em nossa propriedade”, complementa Nienow.

Mais informações sobre o Programa Monitora Ferrugem RS podem ser obtidas no link: https://www.emater.tche.br/site/monitora-ferrugem-rs/.

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Fonte: Emater/RS

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